Segundo o Anexo IV do Edital nº 03 — TRANSPETRO/PSP/TERRA/NÍVEL MÉDIO — 2026.3, a ênfase Manutenção — Instrumentação cobra 17 itens em 40 questões de Conhecimentos Específicos. Esta aula percorre os 17 em cinco blocos, com 50 questões autorais comentadas.
Como usar esta aula
Leia a abertura do bloco, responda às dez questões e só depois abra as resoluções. Errar antes de ler a resolução é o que faz a resolução funcionar — quem abre o gabarito primeiro registra reconhecimento, não aprendizado.
As questões são autorais e seguem o formato do edital: cinco alternativas e uma única resposta correta. Este material é gratuito e não tem venda embutida.
Bloco 1 — Metrologia, calibração e unidades de medição
Conforme os itens 1, 2 e 6 do Anexo IV, o programa abre com metrologia científica, calibração, rastreabilidade e demais conceitos do Vocabulário Internacional de Metrologia, além das definições e unidades de pressão, temperatura, nível, vazão, massa e densidade.
Três definições do VIM valem memorização literal, porque a prova costuma trocá-las entre si: calibrar é comparar e documentar, não corrigir; exatidão é proximidade do valor verdadeiro, enquanto repetitividade é concordância entre medições sucessivas; e rastreabilidade é a cadeia documentada de calibrações que liga a sua medida a um padrão reconhecido.
Bloco 1 — Metrologia, calibração e unidades de medição
- 1Segundo o Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM), CALIBRAÇÃO é a operação que:Calibrar é comparar e documentar, não corrigir: a calibração informa o erro do instrumento com sua incerteza. Corrigir é ajuste, operação distinta e posterior. Um instrumento pode estar calibrado e continuar indicando errado, desde que o usuário aplique a correção do certificado.
- 2A RASTREABILIDADE METROLÓGICA de uma medição significa que:Rastreabilidade é a corrente que liga a sua medição ao padrão nacional ou internacional: cada elo é uma calibração documentada, com incerteza declarada. Se um elo falta ou o certificado venceu, a corrente se rompe e a medição perde lastro — por mais caro que seja o instrumento.
- 3A EXATIDÃO de um instrumento de medição expressa:Exatidão é acerto; precisão, no sentido de repetitividade, é consistência. Um instrumento pode ser muito repetitivo e sistematicamente errado — cenário perigoso, porque a consistência da leitura passa falsa confiança. Menor variação indicável é resolução; a faixa é o alcance.
- 4O ZERO e o SPAN de um transmissor correspondem, respectivamente, a:O zero é o limite inferior da faixa calibrada, que corresponde a 4 mA na saída, e o span é a amplitude da faixa, que corresponde aos 16 mA de excursão. Ajustar zero desloca a faixa inteira; ajustar span altera a inclinação da relação entre variável e sinal.
- 5Um transmissor de nível calibrado de 0 a 5 m indica 16 mA. O nível correspondente é:O span do sinal é 16 mA. A leitura de 16 mA corresponde a (16 − 4)/16 = 0,75, ou 75% da faixa. Três quartos de 5 m dão 3,75 m. Esquecer o zero vivo de 4 mA levaria a 16/20 = 80% e a 4,0 m — que está entre as alternativas.
- 6A unidade de PRESSÃO no Sistema Internacional é o pascal, definido como:1 Pa equivale a 1 N/m². Como é unidade pequena para a indústria, trabalha-se com quilopascal, megapascal ou bar — sendo 1 bar igual a 100.000 Pa. Joule por segundo é o watt, unidade de potência.
Fonte: SI Brochure, 9ª edição — Bureau International des Poids et Mesures
- 7A DENSIDADE RELATIVA de um líquido é a razão entre:Densidade relativa é adimensional: compara a massa específica do produto com a de uma referência, geralmente a água a 4 °C para líquidos. Massa dividida por volume é a massa específica, essa sim com unidade — kg/m³. A distinção importa na medição de nível por pressão, que depende da massa específica real.
- 8A REPETITIVIDADE de um transmissor é avaliada:Repetitividade se mede experimentalmente: aplica-se o mesmo estímulo repetidas vezes, no mesmo sentido e nas mesmas condições, e observa-se o quanto as saídas variam entre si. Se o ensaio for feito subindo e descendo a faixa, revela-se também a histerese, que é outro parâmetro.
- 9A HISTERESE em um instrumento de medição manifesta-se como:A histerese aparece quando o caminho percorrido importa: subindo, o instrumento indica um valor; descendo, indica outro no mesmo ponto. Costuma vir de folga mecânica ou de atrito interno. Deslocamento lento do zero ao longo do tempo é deriva, fenômeno diferente.
- 10Uma pressão de 2 bar corresponde, em pascal, a:1 bar equivale a 100.000 Pa, então 2 bar são 200.000 Pa, ou 200 kPa, ou ainda 0,2 MPa. Ter essas três formas na ponta da língua evita erro em questão que muda a unidade no meio do enunciado.
Fonte: SI Brochure, 9ª edição — Bureau International des Poids et Mesures
Bloco 2 — Transmissores, válvulas de controle e elementos primários
De acordo com os itens 3, 4 e 16 do Anexo IV, entram aqui transmissão pneumática, eletrônica analógica, digital e inteligente, elementos finais de controle e seus acessórios, e o dimensionamento e a seleção de termopares, placas de orifício e válvulas de controle.
Na prática, guarde a conta que resolve metade das questões deste bloco: no sinal de 4 a 20 mA, a porcentagem da faixa é a corrente menos 4, dividida por 16. Esquecer o zero vivo de 4 mA é o erro que a banca cobra com alternativa pronta.
Bloco 2 — Transmissores, válvulas de controle e elementos primários
- 1Um transmissor INTELIGENTE (smart) distingue-se do transmissor eletrônico analógico convencional porque:O microprocessador é o que muda tudo: permite reconfigurar faixa e unidade sem mexer no hardware, compensar efeitos de temperatura e pressão estática, guardar dados de identificação e informar falha interna. O que ele não faz é dispensar calibração — rastreabilidade continua exigindo comparação com padrão.
- 2O padrão de transmissão pneumática clássico na instrumentação industrial é:O sinal pneumático padronizado é de 3 a 15 psi, equivalente a cerca de 0,2 a 1,0 bar. Assim como no 4 a 20 mA, o valor mínimo não é zero: o zero vivo permite distinguir a condição de mínimo da condição de linha rompida ou sem alimentação.
- 3A principal vantagem do sinal de 4 a 20 mA sobre um sinal de tensão, em transmissão a longa distância, é:Em um laço em série, a corrente é idêntica em todos os pontos: a resistência do cabo provoca queda de tensão, mas não altera a corrente e, portanto, não altera a informação. Um sinal de tensão, ao contrário, chega atenuado. Some-se o zero vivo em 4 mA, que denuncia rompimento, e se entende a longevidade do padrão.
- 4O POSICIONADOR de uma válvula de controle tem por função:O posicionador fecha uma malha local de posição: recebe o sinal desejado, lê a posição efetiva da haste e ajusta a pressão no atuador até que as duas coincidam. Sem ele, atrito na gaxeta e força do fluido fazem a válvula parar em posição diferente da comandada, o que degrada o controle.
- 5Uma VÁLVULA SOLENOIDE em um circuito de instrumentação normalmente serve para:A solenoide é dispositivo de duas posições: energizada ou desenergizada, ela abre ou bloqueia a passagem do ar. É o elemento típico de intertravamento — quando o sistema de segurança atua, a solenoide despressuriza o atuador e a válvula vai para a posição de falha. Modulação proporcional é serviço do posicionador.
- 6O FILTRO REGULADOR de ar de instrumento tem a função de:O filtro retém partículas e umidade e o regulador estabiliza a pressão de saída. Ar sujo ou úmido é a principal causa de travamento de posicionador e de válvula solenoide. Converter sinal elétrico em pneumático é função do conversor eletropneumático, o I/P.
- 7O CV de uma válvula de controle é um coeficiente que expressa:O CV mede a capacidade de passagem: quanto maior, mais vazão a válvula deixa passar para a mesma queda de pressão. É o parâmetro central do dimensionamento — válvula superdimensionada trabalha quase fechada, com controle ruim e desgaste acelerado do obturador.
- 8Na seleção de um TERMOPAR para uma aplicação, o critério determinante inclui:Cada tipo de termopar combina dois metais com faixa de uso e comportamento próprios: o tipo J é comum até temperaturas moderadas em atmosfera redutora, o K cobre faixa ampla e é o mais difundido, o T serve para baixas temperaturas. Atmosfera oxidante, redutora ou com enxofre pode degradar o par escolhido errado.
- 9Uma PLACA DE ORIFÍCIO instalada com trecho reto insuficiente a montante resulta em:O cálculo de vazão pela placa pressupõe escoamento com perfil de velocidade desenvolvido. Curvas, válvulas e reduções logo antes da placa distorcem esse perfil e introduzem erro que nenhuma calibração corrige. Por isso as normas de instalação especificam comprimentos mínimos de trecho reto a montante e a jusante.
- 10Uma válvula de controle com característica inerente de IGUAL PORCENTAGEM é indicada quando:A característica inerente é medida com pressão diferencial constante; instalada, ela se deforma conforme o restante do sistema consome perda de carga. A igual porcentagem compensa essa deformação e tende a entregar comportamento próximo do linear na prática — motivo pelo qual é a escolha padrão em linhas com perda de carga distribuída.
Bloco 3 — Documentação de projeto e simbologia ISA
Segundo o item 5 do Anexo IV, este bloco cobra o conhecimento da documentação básica de um projeto de instrumentação: fluxograma de engenharia, lista de instrumentos, folhas de dados, típicos de instalação, diagramas de interligação, diagramas de malha, diagramas lógicos, matriz de causa e efeito, plantas e listas de materiais, além da terminologia e da simbologia ISA S5.1.
É o bloco mais decorativo do programa e, por isso, o mais rentável em tempo de estudo: cada documento responde a uma pergunta distinta. O P&ID responde o que existe e como se liga; a folha de dados, qual é a especificação; o diagrama de malha, onde cada fio termina; a matriz de causa e efeito, o que dispara o quê.
Bloco 3 — Documentação de projeto e simbologia ISA
- 1Na simbologia ISA S5.1, a identificação FIC-101 significa:A primeira letra indica a variável — F de vazão — e as seguintes, as funções: I de indicador e C de controlador. O número identifica a malha. Pelo mesmo sistema, PT-101 seria o transmissor de pressão, LSH-101 a chave de nível alto e FV-101 a válvula de controle da malha de vazão.
- 2O FLUXOGRAMA DE ENGENHARIA (P&ID) tem por finalidade:O P&ID é o documento central do projeto de instrumentação: mostra o que existe, como está identificado e como está interligado — sem compromisso com escala ou posição física. Disposição física é assunto das plantas de arranjo; materiais aparecem na lista de materiais.
- 3A FOLHA DE DADOS de um instrumento reúne:A folha de dados é a especificação: consolida tudo o que o fornecedor precisa saber para cotar e o montador para instalar. É também o documento contra o qual se confere o instrumento recebido. Histórico de manutenção fica no sistema de gestão; lógica de intertravamento, na matriz de causa e efeito.
- 4A MATRIZ DE CAUSA E EFEITO em um projeto de instrumentação documenta:A matriz cruza causas — pressão alta, nível baixo, chama apagada — com efeitos — fechar válvula, parar bomba, acionar alarme. É o documento que traduz a filosofia de segurança em lógica implementável e o que se usa para testar o sistema depois de configurado. Rota de cabos é assunto dos diagramas de interligação.
- 5O DIAGRAMA DE MALHA (loop diagram) apresenta:O diagrama de malha é o documento de campo: mostra, para uma única malha, cada ponto de conexão, número de borne, identificação de cabo e polaridade. É por ele que o técnico localiza um sinal perdido entre o transmissor e o cartão de entrada, sem tentativa e erro.
- 6Na simbologia ISA, um instrumento representado por um círculo com uma LINHA HORIZONTAL CONTÍNUA no meio indica que ele está:Círculo sem linha indica instrumento de campo; com linha contínua, montado em painel principal acessível ao operador; com linha tracejada, montado atrás do painel ou em local não acessível. É uma convenção simples que muda completamente a leitura de um P&ID.
- 7A LISTA DE INSTRUMENTOS de um projeto serve para:A lista de instrumentos é o inventário indexado por tag: serviço, tipo, faixa, folha de dados associada, típico de instalação, malha a que pertence. Ela costura os demais documentos e é o ponto de partida para orçamento, compra e comissionamento.
- 8O TÍPICO DE INSTALAÇÃO (hook-up) de um instrumento define:O típico de instalação padroniza como o instrumento se conecta ao processo: tomada, tubo de impulso, manifold de bloqueio e equalização, dreno, suporte. Padronizar isso reduz erro de montagem, facilita a manutenção e é o que garante que o instrumento meça o que deveria — instalação errada estraga a melhor medição.
- 9Na identificação ISA, a letra H em um sufixo como LSH indica:Em LSH, o L é a variável nível, o S indica chave (switch) e o H sinaliza atuação em valor alto. Pelo mesmo padrão, LSL seria chave de nível baixo, PAH alarme de pressão alta e LSLL chave de nível muito baixo. Ler o tag inteiro é ler a função do instrumento.
- 10Em um DIAGRAMA DE INTERLIGAÇÃO, encontram-se principalmente:O diagrama de interligação mapeia a fiação: o que sai do campo, por qual caixa de junção passa, por qual multicabo segue e em qual borne do painel termina. É o documento que evita a arqueologia de puxar cabo para descobrir onde ele vai dar.
Bloco 4 — Controle de processos, PID, CLP, redes e sistemas de segurança
Conforme os itens 8 a 12 do Anexo IV, o programa cobre CLP e suas linguagens, malha aberta e fechada, sintonia de PID, arquitetura de redes industriais e sistemas instrumentados de segurança.
Guarde o papel de cada ação do PID, porque a prova cobra pela consequência: a proporcional é rápida e deixa desvio permanente; a integral elimina esse desvio, ao custo de lentidão e do risco de wind-up; e a derivativa antecipa a tendência, mas amplifica ruído — razão pela qual é comum desligá-la em malhas de vazão e pressão.
Bloco 4 — Controle de processos, PID, CLP, redes e sistemas de segurança
- 1Em um controlador PID, a ação PROPORCIONAL isolada apresenta como limitação característica:O proporcional só age enquanto existe erro: para manter a saída em um valor diferente do repouso, precisa de um erro residual permanente. Esse offset é justamente o que a ação integral elimina, ao acumular o erro ao longo do tempo até zerá-lo.
- 2A ação DERIVATIVA em um controlador PID:A derivativa reage à velocidade da mudança e ajuda a amortecer oscilações em processos lentos, como temperatura. O preço é a sensibilidade a ruído: como derivar amplifica variações rápidas, em malhas ruidosas de vazão e pressão a prática comum é desligá-la e trabalhar apenas com PI.
- 3O fenômeno de WIND-UP em um controlador com ação integral ocorre quando:Com a válvula já totalmente aberta e o erro persistindo, o integrador continua somando: quando o processo finalmente reage, o controlador demora a voltar porque precisa descarregar todo esse acúmulo. A solução padrão é o anti-wind-up, que congela ou limita o termo integral enquanto a saída está saturada.
- 4Um sistema de controle em MALHA ABERTA caracteriza-se por:Na malha aberta não há realimentação: aplica-se o comando e confia-se no resultado. Funciona quando a relação entre comando e efeito é previsível e as perturbações são pequenas. Assim que uma perturbação relevante aparece, só a malha fechada corrige, porque só ela mede.
- 5Um Sistema Instrumentado de Segurança (SIS) atua em uma planta quando:O SIS é camada de proteção independente: fica dormente enquanto o controle mantém o processo na faixa e só atua quando os limites de segurança são ultrapassados, levando a planta a estado seguro. Justamente por isso ele deve ter sensores, lógica e elementos finais separados dos do controle.
- 6O conceito de SIL, em sistemas instrumentados de segurança, expressa:SIL classifica o quanto se pode confiar em uma função de segurança: quanto maior o nível, menor a probabilidade admitida de falha quando a função for demandada. Determinar o SIL requerido é análise de risco; atingi-lo depende de arquitetura, redundância, taxa de falha dos componentes e periodicidade de teste.
- 7Em uma rede industrial, o protocolo FOUNDATION Fieldbus e o PROFIBUS PA compartilham a característica de:Os barramentos de campo digitais colocam vários instrumentos no mesmo par, com comunicação nos dois sentidos: além da variável de processo, trafegam diagnóstico, identificação e variáveis secundárias. A economia de cabo e caixa de junção é grande; em compensação, projeto, terminação e segmentação passam a exigir cuidado específico.
- 8Em um CLP programado em LADDER, dois contatos normalmente abertos ligados EM SÉRIE em uma mesma linha equivalem à função lógica:Em série, a corrente lógica só chega à bobina se os dois contatos estiverem fechados: é a função E. Contatos em paralelo equivalem ao OU, porque basta um caminho fechado. Essa tradução direta entre desenho elétrico e álgebra booleana é o que torna o ladder intuitivo para quem vem da manutenção.
- 9O tempo MORTO (dead time) de um processo dificulta o controle porque:Durante o tempo morto o controlador atua e não vê resposta alguma; se for agressivo, continua corrigindo e, quando o efeito chega, já passou do ponto. Daí a oscilação. Processos com tempo morto grande exigem sintonia conservadora ou estratégias específicas, como o preditor de Smith.
- 10Um controlador em CASCATA é utilizado quando:Na cascata, a malha primária — mais lenta e ligada à variável que realmente importa — define o setpoint da secundária, que é rápida e absorve a perturbação na origem. O exemplo clássico é temperatura como primária e vazão de vapor como secundária: variações na pressão do vapor são corrigidas antes de chegarem à temperatura.
Bloco 5 — Eletrônica, fluidos, analisadores e manutenção
De acordo com os itens 7, 13, 14, 15 e 17 do Anexo IV, fecham o programa manutenção corretiva, preventiva, preditiva e comissionamento, eletrônica analógica e digital, noções de mecânica dos fluidos, saúde e segurança do trabalho, e analisadores como medidores de pH, condutivímetros, densímetros, medidores de oxigênio e cromatógrafos.
Sobre analisadores, fixe o que cada um responde: o pH informa acidez; o condutivímetro, a quantidade total de íons; o medidor de oxigênio na chaminé, o excesso de ar da combustão; e o cromatógrafo, a composição da mistura. São perguntas diferentes, e o instrumento errado dá resposta certa para a pergunta que ninguém fez.
Bloco 5 — Eletrônica, fluidos, analisadores e manutenção
- 1Um medidor de pH industrial baseia-se na medição de:O eletrodo de vidro desenvolve um potencial proporcional à atividade de íons hidrogênio, medido contra um eletrodo de referência estável. Como o sinal depende da temperatura, a compensação térmica é parte da medição. Condutividade é o princípio do condutivímetro, que mede outra coisa: a quantidade total de íons.
- 2Um CROMATÓGRAFO de processo é utilizado para:O cromatógrafo injeta uma amostra em uma coluna, onde os componentes se separam por afinidade e tempo de retenção, e o detector quantifica cada um na saída. É o analisador que responde à pergunta de composição — decisiva em gás natural, onde o poder calorífico depende da mistura.
- 3A CONDUTIVIDADE de uma solução aquosa, medida por um condutivímetro, é proporcional:Mais íons dissolvidos significam mais portadores de carga e maior condutividade — daí seu uso para acompanhar salinidade, pureza de água desmineralizada e contaminação. A medida é fortemente dependente da temperatura, o que exige compensação, e não informa quais íons estão presentes, apenas quanto há deles.
- 4Em eletrônica digital, um conversor ANALÓGICO-DIGITAL de 12 bits divide sua faixa de entrada em:O número de níveis é 2 elevado ao número de bits: 2¹² = 4.096. Um conversor de 10 bits daria 1.024 níveis e um de 16 bits, 65.536. Quanto mais bits, menor o degrau de quantização — e mais fina a resolução com que o sistema enxerga a variável de processo.
- 5Um AMPLIFICADOR OPERACIONAL em configuração de seguidor de tensão (buffer) é usado para:O seguidor tem ganho unitário e existe para casar impedâncias: evita que o circuito seguinte carregue e distorça o sinal da fonte. É recurso corriqueiro em condicionamento de sinal de instrumentação, justamente onde a fonte é frágil e não pode fornecer corrente.
- 6Segundo a equação da continuidade aplicada a um escoamento incompressível, ao reduzir a área da seção pela metade:A vazão volumétrica se conserva, então A · v é constante: metade da área implica o dobro da velocidade. Combinando com Bernoulli, esse aumento de velocidade vem acompanhado de queda de pressão — princípio que sustenta a medição por placa de orifício e por venturi.
- 7O COMISSIONAMENTO de uma malha de instrumentação inclui, entre outras atividades:Comissionar é provar que a malha inteira funciona ponta a ponta: instalação conforme o típico, fiação conforme o diagrama, sinal simulado chegando com o valor certo à tela e a lógica de intertravamento atuando o elemento final. Cada etapa é documentada — é isso que transforma montagem em instalação confiável.
- 8A manutenção PREDITIVA aplicada à instrumentação apoia-se principalmente em:Instrumento inteligente informa o próprio estado, e a série histórica de calibrações mostra deriva antes que ela vire erro relevante. Trocar por calendário é preventiva; esperar a falha é corretiva. A preditiva substitui o palpite pela tendência medida.
- 9Antes de intervir em um instrumento instalado em uma linha pressurizada, o procedimento correto inclui:O manifold de bloqueio existe exatamente para isso: isolar o instrumento do processo, equalizar e drenar em rota segura. Abrir o instrumento como forma de aliviar pressão é usar a junta como válvula — prática que provoca jato de produto, muitas vezes quente ou inflamável.
Fonte: NR-33 e demais Normas Regulamentadoras — Ministério do Trabalho e Emprego
- 10Um medidor de OXIGÊNIO instalado na chaminé de uma caldeira serve para:O teor de oxigênio nos gases de exaustão indica o excesso de ar: pouco oxigênio significa combustão incompleta, com risco e desperdício de combustível; oxigênio demais joga calor pela chaminé aquecendo ar desnecessário. Otimizar essa faixa é uma das ações de eficiência energética de maior retorno em caldeiras.
As definições e conversões que a prova cobra, num lugar só
Segundo o Anexo IV do edital, são 17 itens de conteúdo programático. Montamos a tabela a partir deles, reunindo o que mais se repete em prova de instrumentação e o que mais causa erro por troca de conceito.
| Conceito | Definição ou relação de referência | Onde costuma cair |
|---|---|---|
| Calibração (VIM) | comparar com padrão e documentar o erro e a incerteza — não é ajuste | Metrologia |
| Rastreabilidade | cadeia documentada e ininterrupta de calibrações até um padrão reconhecido | Metrologia |
| Exatidão × repetitividade | exatidão é acerto; repetitividade é consistência entre medições sucessivas | Metrologia |
| Sinal analógico | 4 mA = 0% da faixa; 20 mA = 100%; % = (I − 4) ÷ 16 | Transmissores |
| Sinal pneumático | 3 a 15 psi (≈ 0,2 a 1,0 bar) | Transmissão pneumática |
| Pascal | 1 Pa = 1 N/m²; 1 bar = 100.000 Pa = 0,1 MPa | Unidades de pressão |
| Zero e span | zero é o limite inferior da faixa; span é a amplitude da faixa | Calibração de transmissores |
| Placa de orifício | vazão proporcional à raiz quadrada da pressão diferencial | Medição de vazão |
| Continuidade | A₁ · v₁ = A₂ · v₂ (fluido incompressível) | Mecânica dos fluidos |
| Ação proporcional | rápida, deixa desvio permanente (offset) | Sintonia de PID |
| Ação integral | elimina o offset; sujeita a wind-up quando a saída satura | Sintonia de PID |
| Ação derivativa | antecipa a tendência; amplifica ruído | Sintonia de PID |
| Ladder | contatos em série = função E; em paralelo = função OU | CLP |
| Conversor A/D | número de níveis = 2 elevado ao número de bits | Eletrônica digital |
| Simbologia ISA | círculo sem linha = campo; com linha contínua = painel acessível ao operador | ISA S5.1 |
O que fazer depois de responder tudo
Conforme o subitem 7.1.4.3 do edital, quem acerta menos de 20 das 40 questões de Conhecimentos Específicos está eliminado. Marque os blocos em que você ficou abaixo de sete acertos e volte a eles antes de avançar.
Depois, feche o ciclo com as duas matérias de Conhecimentos Gerais e com o simulado cronometrado:
- Língua Portuguesa: 50 questões comentadas — segundo o edital, são 10 questões na prova, e zerar essa matéria elimina.
- Matemática: 50 questões resolvidas passo a passo — conforme o mesmo item, também 10 questões, com a mesma regra.
- Preparatório completo da ênfase Manutenção — Instrumentação — plano de estudo, vagas por polo e ordem recomendada.
- Edital Transpetro 2026: vagas, requisitos e prazos — a leitura do edital, ênfase por ênfase.
Como apuramos
As 50 questões desta aula são autorais e foram escritas item a item de acordo com o Anexo IV do Edital nº 03 — TRANSPETRO/PSP/TERRA/NÍVEL MÉDIO — 2026.3, que lista 17 tópicos para esta ênfase. O formato segue o subitem 7.1.1: cinco alternativas e uma única resposta correta. As unidades e conversões foram conferidas na 9ª edição do SI Brochure do Bureau International des Poids et Mesures. Nenhuma questão foi escrita a partir de resumo de terceiro.
Limitações desta apuração, ditas com todas as letras: a divisão dos 17 itens em cinco blocos é nossa e serve para organizar o estudo, não corresponde a proporção declarada pela banca; a ISA S5.1 e as normas de barramento de campo são documentos privados e pagos, então tratamos deles pelo conceito e pela convenção de uso, sem transcrever texto protegido; e não temos acesso ao conteúdo da prova. Este material ensina a matéria exigida — não prevê a questão que vai cair.
Se você encontrar erro em qualquer questão ou resolução, escreva para nós. Corrigimos e registramos a correção na própria página.
Fontes
- Fundação Cesgranrio — banca responsável, onde o edital e os gabaritos oficiais são publicados.
- SI Brochure, 9ª edição — Bureau International des Poids et Mesures — definição oficial das unidades do Sistema Internacional.
- Inmetro — Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, referência nacional em rastreabilidade metrológica.
- Normas Regulamentadoras vigentes — Ministério do Trabalho e Emprego.

