A prova da Transpetro traz 10 questões de Língua Portuguesa, e elas não colocam ninguém na disputa — mas tiram. Zerar português elimina o candidato mesmo que ele acerte tudo nas específicas. Esta aula cobre os oito tópicos do conteúdo programático, com 50 questões autorais comentadas e um texto-base sobre segurança do trabalho, para que a interpretação já treine o vocabulário da prova.
Por que esta matéria decide mais do que parece
O edital estabelece três formas de eliminação: menos de 50% nas específicas, menos de 50% nos conhecimentos gerais e grau zero em qualquer uma das matérias dos conhecimentos gerais. A terceira é a que surpreende. Um candidato que acerte 32 das 40 questões técnicas e zere as 10 de português está fora, sem classificação alguma.
Depois disso, português e matemática voltam a pesar: a nota das duas é somada à das específicas para definir a classificação final entre quem passou do corte. Em disputa por 4 vagas imediatas, meia dúzia de acertos aqui muda posição.
Texto para as questões 1 a 12
A cultura de segurança não se compra pronta
Durante décadas, a segurança do trabalho foi tratada nas empresas brasileiras como um custo a ser minimizado. Comprava-se o equipamento de proteção, colhia-se a assinatura do trabalhador na ficha de entrega e considerava-se cumprida a obrigação. Se o acidente acontecesse mesmo assim, a explicação já estava pronta na gaveta: falta de atenção.
Essa explicação tem uma vantagem administrativa evidente. Ela é barata. Atribuir o acidente ao comportamento de quem se acidentou dispensa a empresa de rever o projeto da instalação, o dimensionamento da equipe, o prazo da tarefa e a decisão gerencial que colocou aquela pessoa naquele lugar naquela hora. Custa uma advertência e nenhum investimento.
A mudança de perspectiva veio devagar e ainda não se completou. Hoje se reconhece que o comportamento inseguro raramente é a causa de um acidente — é, quase sempre, o último elo de uma corrente que começou muito antes, em decisões tomadas por pessoas que jamais estiveram no local do evento. Perguntar por que o trabalhador se distraiu é menos útil do que perguntar por que a tarefa exigia atenção ininterrupta durante oito horas.
Nada disso significa isentar o indivíduo. Significa apenas situá-lo. Quem projeta uma barreira física parte do princípio de que alguém, algum dia, vai errar — e projeta justamente para que esse erro não se converta em morte. É uma forma de respeito, não de desconfiança.
Uma cultura de segurança madura se reconhece por um sintoma simples: nela, o trabalhador que interrompe a própria tarefa por perceber risco iminente é tratado como alguém que fez o certo, e não como alguém que atrasou a produção. Enquanto essa frase ainda soar utópica em uma organização, o que existe ali é procedimento, não cultura.
Questões 1 a 12 — Compreensão, coesão e sentido
- 1Compreensão de textoPortuguêsA tese central defendida no texto é a de que:O texto inteiro se organiza para sustentar essa ideia. O segundo parágrafo mostra por que a explicação pelo comportamento é conveniente; o terceiro afirma que o comportamento inseguro é “o último elo de uma corrente que começou muito antes”; o quarto esclarece que situar o indivíduo não é isentá-lo.As alternativas erradas são de dois tipos: as que invertem a tese e as que tomam um detalhe por tese. Numa questão de ideia central, desconfie da alternativa que só aparece em uma linha do texto.
Fonte: Texto-base
- 2Compreensão de textoPortuguêsAo afirmar que a explicação pela falta de atenção “tem uma vantagem administrativa evidente. Ela é barata”, o autor:Trata-se de ironia argumentativa. O autor concede uma “vantagem” à explicação que combate e imediatamente revela em que consiste: ser barata. A frase seguinte confirma — a explicação “dispensa a empresa de rever o projeto da instalação” e “custa uma advertência e nenhum investimento”.O sinal de ironia aqui é o contraste entre o adjetivo positivo e o efeito descrito logo depois.
Fonte: Texto-base
- 3Coesão textualPortuguêsNo trecho “Essa explicação tem uma vantagem administrativa evidente”, o termo destacado retoma:O primeiro parágrafo termina com “a explicação já estava pronta na gaveta: falta de atenção”. O demonstrativo essa abre o parágrafo seguinte retomando exatamente esse referente.Regra prática: esse/essa/isso apontam para trás, ao que acabou de ser dito; este/esta/isto apontam para o que ainda vem.
Fonte: Texto-base
- 4Coesão textualPortuguêsEm “Nada disso significa isentar o indivíduo. Significa apenas situá-lo”, o pronome oblíquo destacado refere-se a:O pronome oblíquo átono -lo retoma “o indivíduo”, termo que aparece na oração anterior como objeto direto de “isentar”.A colocação depois do verbo, com supressão do r do infinitivo e acréscimo do l, é o comportamento regular da ênclise com formas terminadas em -r.
Fonte: Texto-base
- 5Significação das palavrasPortuguêsNo contexto do texto, a palavra “isentar” pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por:Isentar e eximir são sinônimos no sentido de livrar de obrigação ou culpa.Questão de sinonímia se resolve testando a substituição na própria frase: “Nada disso significa eximir o indivíduo” mantém o sentido; com qualquer das outras, a frase muda de significado.
Fonte: Texto-base
- 6Compreensão de textoPortuguêsSegundo o texto, projetar uma barreira física partindo do princípio de que alguém vai errar é descrito como:O texto é explícito no fim do quarto parágrafo: “É uma forma de respeito, não de desconfiança.”A construção é uma antítese: o autor antecipa a objeção provável e a rebate. Estrutura “é X, não Y” costuma ser a resposta literal de alguma alternativa.
Fonte: Texto-base
- 7Compreensão de textoPortuguêsDe acordo com o último parágrafo, o que distingue uma cultura de segurança madura de um mero conjunto de procedimentos é:O parágrafo apresenta esse tratamento como “sintoma simples” pelo qual a cultura madura se reconhece.A última frase completa por contraste: enquanto isso soar utópico, “o que existe ali é procedimento, não cultura”. Documentos, investimentos e comissões podem existir sem que a cultura exista — é esse o argumento.
Fonte: Texto-base
- 8Coesão textualPortuguêsA conjunção destacada em “Se o acidente acontecesse mesmo assim, a explicação já estava pronta” estabelece relação de:Se, seguido de imperfeito do subjuntivo, introduz oração subordinada adverbial condicional.Cuidado com “mesmo assim”, que tem valor concessivo e pode induzir ao erro — mas não é a conjunção destacada.Para comparar: concessão usa embora, ainda que; conformidade, conforme, segundo; finalidade, para que; proporção, à medida que.
Fonte: Texto-base
- 9Coesão textualPortuguêsNo primeiro parágrafo, as formas verbais “Comprava-se”, “colhia-se” e “considerava-se” contribuem para o efeito de sentido de:O se somado ao pretérito imperfeito apaga o agente específico e apresenta a ação como habitual, repetida no tempo.O resultado é uma generalização, o que sustenta a afirmação sobre “as empresas brasileiras” ao longo de décadas. Note que a alternativa sobre voz passiva com agente expresso se contradiz: havendo agente expresso, não haveria indeterminação.
Fonte: Texto-base
- 10Compreensão de textoPortuguêsA pergunta “por que a tarefa exigia atenção ininterrupta durante oito horas” é apresentada no texto como:O texto usa a estrutura comparativa “é menos útil do que”: perguntar pela distração é menos útil. Logo, a outra pergunta é mais útil.Atenção às alternativas que radicalizam: “única pergunta admissível” extrapola. O texto hierarquiza, não elimina. Esse exagero é o distrator mais comum em compreensão.
Fonte: Texto-base
- 11Classes de palavrasPortuguêsEm “o último elo de uma corrente que começou muito antes”, o vocábulo destacado classifica-se como:O que é pronome relativo: retoma “corrente” e exerce função sintática na oração que introduz — sujeito de “começou”.O teste decisivo é a substituição por a qual: “uma corrente a qual começou muito antes” funciona. Com conjunção integrante isso é impossível, porque ela não retoma antecedente.
Fonte: Texto-base
- 12Compreensão de textoPortuguêsO título “A cultura de segurança não se compra pronta” relaciona-se com o corpo do texto porque:O verbo “comprar” dialoga com a cena do primeiro parágrafo — comprar o equipamento, colher a assinatura, dar por cumprida a obrigação — e com a conclusão do último.O título antecipa a distinção entre aquisição e cultura, que é o eixo do texto. As demais alternativas leem “comprar” no sentido literal, ignorando a metáfora.
Fonte: Texto-base
Ortografia: as palavras que a prova escolhe de propósito
Banca examinadora não sorteia palavra. Ela escolhe as que a pronúncia atrapalha — exceção, privilégio, beneficente, gratuito, rubrica — e as duplas que se confundem: mas e mais, a par e ao par, acerca de e a cerca de, e as quatro formas de porquê.
Questões 13 a 18 — Ortografia oficial
- 1Ortografia oficialPortuguêsAssinale a opção em que todas as palavras estão grafadas corretamente.As três formas corretas são exceção, privilégio e beneficente.Os erros que aparecem nas outras opções são os mais frequentes da língua: excessão não existe (a confusão vem de “excesso”, que é outra família); previlégio troca o i por e por influência da pronúncia; e beneficiente insere um i que a palavra não tem — vem de “beneficência”, não de “beneficiar”.
Fonte: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
- 2Ortografia oficialPortuguêsEm qual das frases o vocábulo destacado está empregado de acordo com a norma-padrão?A par significa “ciente, informado” — é a forma correta na terceira opção. A expressão ao par existe, mas em contexto financeiro, referindo-se a câmbio.Sobre as demais: a fim de, separado, indica finalidade; afim, junto, é adjetivo e significa “semelhante” ou “que tem afinidade”. E acerca de, junto, significa “a respeito de”; a cerca de, separado, indica distância ou tempo aproximados.Regra prática: se você puder trocar por “sobre”, é acerca de. Se puder trocar por “aproximadamente”, é a cerca de.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 3Ortografia oficialPortuguêsAssinale a alternativa em que o emprego de “mas” ou “mais” está correto em ambas as ocorrências.Mas é conjunção adversativa — equivale a “porém”, “contudo”. Mais é advérbio ou pronome de intensidade — opõe-se a “menos”.Na frase, a primeira ocorrência marca oposição entre entregar e não usar: é mas. A segunda intensifica “rápido”: é mais.O teste que nunca falha: substitua por “porém”. Se a frase continuar coerente, é mas; se pedir “menos”, é mais. E más, com acento, é o feminino plural de “mau”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 4Ortografia oficialPortuguêsConsidere as frases: I. O acidente ocorreu por que ninguém verificou a atmosfera. II. Ninguém explicou por que a verificação não foi feita. III. A causa por que se buscava era outra. Está correto o emprego apenas em:Em I há erro: a relação é de causa e a forma correta seria porque, junto e sem acento — equivale a “pois”.Em II está certo: é pergunta indireta, e usa-se por que separado, equivalente a “por qual motivo”.Em III também está certo: por que equivale a “pela qual” — “a causa pela qual se buscava”.Resumo das quatro formas: por que (por qual motivo / pela qual), por quê (final de frase), porque (pois), porquê (substantivo, com artigo: “o porquê”).
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 5Ortografia oficialPortuguêsAssinale a opção em que a acentuação gráfica de todas as palavras está correta.As três se escrevem sem acento: item, rubrica e gratuito.Item é paroxítona terminada em -m, e paroxítonas terminadas em -m não são acentuadas. Rubrica é paroxítona com tonicidade no bri — a pronúncia “rúbrica” é comum e é justamente o que a questão testa. Gratuito tem o ditongo ui na sílaba tônica tui, e não se acentua; a pronúncia “gratuíto”, com hiato, é desvio frequente.Vale a mesma observação para fluido (substantivo) e circuito, campeãs de erro em prova.
Fonte: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
- 6Ortografia oficialPortuguêsEm qual das frases o uso de “onde” está de acordo com a norma-padrão?Onde indica lugar físico. Só a segunda alternativa cumpre isso: o espaço confinado é lugar.Nas demais, os antecedentes são reunião (evento), norma (documento), momento (tempo) e situação (circunstância). Nesses casos, a forma adequada é em que, na qual, quando — “a reunião em que se discutiu”, “a norma na qual consta”, “o momento em que o alarme soou”.É um dos desvios mais tolerados na fala e mais cobrados na prova.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
Classes de palavras: identificar pela função, não pela aparência
Em português, a mesma palavra muda de classe conforme o que faz na frase. Bastante é advérbio quando intensifica e pronome quando acompanha substantivo. Que é relativo quando retoma antecedente e integrante quando pode ser trocado por “isso”. Se é apassivador quando a frase admite voz passiva analítica.
Por isso o caminho é sempre o mesmo: teste a substituição ou a flexão. Decorar listas não resolve, porque a prova apresenta a palavra em contexto.
Questões 19 a 25 — Emprego das classes de palavras
- 1Classes de palavrasPortuguêsNa frase “O supervisor autorizou apenas os trabalhadores capacitados”, as palavras destacadas classificam-se, respectivamente, como:Apenas é advérbio: modifica o verbo delimitando a extensão da autorização, e é invariável. Capacitados é adjetivo: caracteriza o substantivo “trabalhadores” e com ele concorda em gênero e número.O teste de flexão resolve: troque “trabalhadores” por “trabalhadora” e veja o que muda. “Capacitada” acompanha; “apenas” permanece igual. Palavra que não flexiona com o substantivo não é adjetivo.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 2Classes de palavrasPortuguêsEm “Ele é um profissional bastante experiente” e “Bastantes profissionais compareceram”, a palavra “bastante(s)” funciona, respectivamente, como:Na primeira frase, bastante modifica o adjetivo “experiente”, intensificando-o: é advérbio e, por isso, invariável. Na segunda, acompanha e determina o substantivo “profissionais” com o sentido de “muitos”: é pronome indefinido e varia.A regra prática que resolve a maioria dos casos: se bastante acompanha substantivo, flexiona; se modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, fica invariável. Vale igual para meio, caro e barato.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 3Classes de palavrasPortuguêsAssinale a frase em que a palavra “que” é conjunção integrante.Conjunção integrante introduz oração substantiva, que funciona como sujeito ou complemento de um termo. Em “A equipe informou que a atmosfera estava adequada“, a oração é objeto direto de “informou” — pode ser substituída por “isso”: “A equipe informou isso“.Nas demais: na primeira é pronome relativo (retoma “procedimento”); na terceira é conjunção consecutiva, correlacionada a “tão”; na quarta é pronome exclamativo; na quinta integra uma expressão de restrição.O teste do “isso” é o mais rápido e quase nunca falha.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 4Classes de palavrasPortuguêsEm “Fez-se o levantamento dos riscos e distribuíram-se os relatórios”, as partículas “se” classificam-se, respectivamente, como:Nas duas ocorrências há pronome apassivador, porque os verbos são transitivos diretos e os termos “o levantamento” e “os relatórios” são sujeitos pacientes, não objetos.A prova está na concordância: é possível reescrever como “O levantamento foi feito” e “Os relatórios foram distribuídos“. Se a passiva analítica funciona, o se é apassivador — e o verbo concorda com o sujeito, por isso “distribuíram-se” no plural.O índice de indeterminação aparece com verbos que não admitem essa transformação: “Precisa-se de técnicos”, “Trabalha-se muito aqui” — e nesses casos o verbo fica sempre na terceira pessoa do singular.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 5Classes de palavrasPortuguêsNa frase “Chegaram atrasados os dois técnicos responsáveis pela inspeção”, o termo “responsáveis” exerce a função de:Responsáveis caracteriza diretamente o substantivo “técnicos”, integrando o sintagma nominal: é adjunto adnominal.O predicativo do sujeito na frase é atrasados, que atribui um estado ao sujeito por meio do verbo. A diferença prática: o adjunto adnominal está preso ao substantivo e pode ser deslocado com ele; o predicativo depende do verbo e indica estado ou qualidade atribuída na predicação.Teste: “Os dois técnicos responsáveis pela inspeção chegaram atrasados” — responsáveis viaja junto com “técnicos”, atrasados fica preso ao verbo.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 6Classes de palavrasPortuguêsAssinale a alternativa em que o pronome oblíquo está colocado de acordo com a norma-padrão.Esta questão pede atenção ao enunciado inteiro. As opções 1, 3 e 4 estão corretas, e a 2 é a única incorreta na norma-padrão — por isso a resposta é a quinta.A regra em jogo é a próclise obrigatória diante de palavras atrativas: advérbio de negação (não, nunca), pronome indefinido (tudo), pronome relativo, conjunção subordinativa e palavra interrogativa.O erro da segunda é começar período com pronome oblíquo átono, o que a norma-padrão não admite — embora seja o uso corrente na fala brasileira. O correto seria “Diga-me”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 7Classes de palavrasPortuguêsEm “A norma a que ele se referiu foi revogada”, a preposição “a” antes do pronome relativo é exigida:O verbo referir-se é transitivo indireto e exige a preposição a: quem se refere, refere-se a alguma coisa. Essa regência se mantém quando o complemento é retomado por pronome relativo, e por isso a preposição vem antes do que.O teste é desfazer a construção: “Ele se referiu a uma norma” → “A norma a que ele se referiu”. A preposição que aparece na frase simples reaparece antes do relativo.É o mesmo mecanismo de “o assunto de que tratamos” (tratar de) e “a pessoa com quem falei” (falar com).
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
Concordância: onde a intuição erra
Na concordância, três armadilhas concentram a maior parte das questões. Haver e fazer impessoais ficam no singular, e o auxiliar herda essa impessoalidade. Mais de um pede singular, apesar da ideia de plural. E o plural que aparece dentro do adjunto — “nenhum dos supervisores” — atrai a concordância indevidamente.
Na concordância nominal, guarde que anexo, obrigado, mesmo e próprio variam; menos nunca varia; e meio, caro e bastante variam ou não conforme sejam adjetivo ou advérbio.
Questões 26 a 33 — Concordância nominal e verbal
- 1Concordância verbalPortuguêsAssinale a opção em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.Existir é verbo pessoal: tem sujeito e concorda com ele. “Três procedimentos” é o sujeito, logo existem.Já haver no sentido de existir é impessoal e fica sempre no singular: “Houve muitas ocorrências”. E fazer indicando tempo decorrido também é impessoal: “Faz dois anos”.Quando esses verbos impessoais vêm em locução, o auxiliar herda a impessoalidade: “Deve haver vagas”, nunca “devem haver”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 2Concordância verbalPortuguês“Mais de um trabalhador ____ o procedimento antes de iniciar a tarefa.” A forma verbal que completa corretamente a lacuna, segundo a norma-padrão, é:Com a expressão mais de um, o verbo fica no singular, ainda que a ideia seja de pluralidade: “Mais de um trabalhador conferiu“.É uma concordância que contraria a intuição e por isso cai muito. Duas exceções valem: o plural aparece quando a expressão se repete (“Mais de um técnico, mais de um supervisor conferiram“) e quando o verbo indica reciprocidade (“Mais de um candidato se cumprimentaram“).
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 3Concordância verbalPortuguêsAssinale a frase em que a concordância do verbo com o sujeito está incorreta.O erro está em “Nenhum dos supervisores souberam“. O núcleo do sujeito é nenhum, que é singular — o correto é soube.A armadilha é o plural “supervisores”, que está dentro do adjunto e atrai a concordância indevidamente. A mesma lógica vale para “cada um”, “qualquer um”, “algum de”.Compare com a primeira alternativa, que está certa: ali o verbo compareceram concorda com “que”, cujo antecedente é “os técnicos”; e assinou concorda com “um”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 4Concordância verbalPortuguês“____ à empresa os custos da paralisação, e ____ ao trabalhador o direito de recusa.” As formas que completam corretamente as lacunas são:O verbo caber é pessoal e concorda com o sujeito, que aqui vem posposto. Na primeira oração o sujeito é “os custos da paralisação”, plural: cabem. Na segunda é “o direito de recusa”, singular: cabe.A ordem inversa é justamente o que a banca explora: o termo que aparece primeiro (“à empresa”, “ao trabalhador”) é objeto indireto, não sujeito. Vale sempre reordenar mentalmente — “Os custos cabem à empresa” — para achar o sujeito.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 5Concordância nominalPortuguêsAssinale a opção em que a concordância nominal está correta.Na terceira: caro é advérbio modificando o verbo “custaram” e fica invariável; bastante intensifica o adjetivo “resistentes” e também fica invariável.Os erros das outras: anexo é adjetivo e concorda — “Seguem anexos os relatórios”. É proibida a entrada, com artigo, exige concordância. Menas não existe: menos é invariável. E meia antes de adjetivo é advérbio — “meio preocupada”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 6Concordância nominalPortuguês“____ vigilância e ____ cuidado são necessários em espaço confinado.” Assinale a opção que completa as lacunas de acordo com a norma-padrão.Muito como pronome adjetivo concorda com o substantivo que acompanha: muita vigilância (feminino) e muito cuidado (masculino).O predicativo “necessários” no masculino plural também está correto: quando o predicativo se refere a substantivos de gêneros diferentes, adota-se o masculino plural.Não confunda com o muito advérbio, que não varia: “Eles ficaram muito preocupados”, nunca “muitos preocupados”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 7Concordância verbalPortuguêsEm “Trinta por cento da equipe ____ o curso de reciclagem”, a norma-padrão admite:Com expressões de porcentagem, a concordância pode ser feita com o numeral ou com o substantivo que o especifica. “Trinta por cento da equipe concluiu” e “… concluíram” são ambas aceitas.Duas observações que a prova costuma cobrar: quando a porcentagem vem determinada por artigo ou pronome, a concordância se faz com ela (“Os trinta por cento da equipe concluíram“); e quando não há substantivo especificador, o verbo concorda com o numeral (“Trinta por cento concluíram“).
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 8Concordância nominalPortuguêsAssinale a frase em que a expressão “obrigado” está empregada corretamente.Obrigado é adjetivo e concorda com quem fala. Mulher diz obrigada; homem diz obrigado; um grupo de mulheres, obrigadas; grupo com homens, obrigados.Na terceira alternativa quem fala é “a supervisora”, logo obrigada está correto. Nas outras, a concordância aponta para a pessoa errada.Vale o mesmo raciocínio para mesmo e próprio usados como reforço: concordam com o termo a que se referem.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
Crase e pontuação: duas regras que resolvem quase tudo
Para a crase, o teste do masculino é quase infalível: troque a palavra feminina por uma masculina equivalente. Se aparecer ao, havia crase. Nunca há crase antes de verbo, de pronome indefinido, de artigo indefinido e nas repetições do tipo “frente a frente”.
Para a pontuação, a regra é negativa e vale mais que todas as outras: não se separa sujeito de predicado nem verbo de complemento por vírgula. E todo termo intercalado leva duas vírgulas, uma de cada lado.
Questões 34 a 41 — Crase e pontuação
- 1CrasePortuguêsAssinale a opção em que o sinal indicativo de crase está corretamente empregado.À noite é locução adverbial feminina, e nessas locuções o acento grave é obrigatório — mesmo sem ideia de destino — porque marca a diferença em relação a construções masculinas.Os erros das outras: antes de pronome indefinido (todos) e de verbo (trabalhar) não há artigo, logo não há crase; antes de artigo indefinido (uma) também não; e em correlações do tipo de… a…, sem determinante, a norma pede “de segunda a sexta”.A regra que resolve quase tudo: só há crase quando se juntam a preposição a e o artigo a. Sem artigo, sem crase.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 2CrasePortuguês“O técnico entregou o laudo ____ diretora, que o encaminhou ____ setor jurídico.” As lacunas são corretamente preenchidas por:“Entregar” pede objeto indireto com a preposição a, e “diretora” é feminino e determinado, admitindo o artigo a. Preposição + artigo = à.Já “setor” é masculino, então a combinação é preposição + artigo o = ao.Esse é o teste mais confiável de crase: troque a palavra feminina por uma masculina equivalente. Se aparecer ao, havia crase; se aparecer só a ou o, não havia.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 3CrasePortuguêsEm qual das frases a crase é FACULTATIVA?Diante de nome próprio feminino de pessoa, a crase é facultativa: tanto “Entreguei o documento a Maria” quanto “à Maria” são aceitos, porque o artigo antes de nome de pessoa é opcional em português.Nos demais casos a crase é obrigatória, porque os substantivos vêm determinados por artigo e o termo regente exige preposição.A crase também é facultativa antes de pronome possessivo feminino singular (“Refiro-me a/à minha equipe”) e depois de até (“Foi até a/até à porta”).
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 4CrasePortuguêsAssinale a alternativa em que NÃO deve ocorrer o sinal indicativo de crase.Em locuções formadas pela repetição da mesma palavra feminina — frente a frente, gota a gota, cara a cara, dia a dia —, não há crase. A ausência de artigo é o que se percebe pela própria estrutura da expressão.Nas demais, a crase se justifica: “acesso à área” (acesso a + a área), “a tempo” — atenção, esta é sem crase quando significa “em tempo hábil”, e a alternativa está entre as que exigem cuidado —, “semelhante à norma”, “à altura de”.Fixe a família das repetições: elas nunca levam o acento.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 5CrasePortuguês“Os trabalhadores foram encaminhados ____ salas onde ocorreriam os treinamentos.” A lacuna deve ser preenchida por:“Salas” está no plural e determinado — sabemos quais salas, pois a oração seguinte as especifica. Logo: preposição a + artigo as = às.O teste do masculino confirma: “encaminhados aos auditórios onde…”. Apareceu aos, então há crase no feminino.Se o substantivo plural estivesse indeterminado, não haveria artigo e a forma seria apenas a: “Foram encaminhados a salas quaisquer”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 6PontuaçãoPortuguêsAssinale a opção em que a vírgula está empregada corretamente.A segunda alternativa traz oração subordinada adverbial reduzida anteposta à principal, e nesse caso a vírgula é obrigatória: “Verificada a atmosfera, a equipe iniciou…”.As demais cometem o erro mais grave da pontuação: separar termos que a sintaxe não permite separar. Não se separa sujeito de predicado, nem verbo de complemento, por vírgula.Na última, a vírgula antes de “e” ligando dois particípios do mesmo sujeito também não se justifica.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 7PontuaçãoPortuguêsEm “A norma, que foi revisada em 2022, ampliou as exigências de capacitação”, as vírgulas isolam:As vírgulas marcam oração adjetiva explicativa: acrescentam informação sobre uma norma já identificada, sem restringir o conjunto.A diferença de sentido é real, não decorativa. Sem vírgulas — “A norma que foi revisada em 2022 ampliou…” — a oração passa a ser restritiva e sugere que existem outras normas, sendo aquela específica a que foi revisada.Por isso a banca gosta do tema: a pontuação muda o que a frase afirma sobre o mundo.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 8PontuaçãoPortuguêsAssinale a alternativa em que o emprego dos dois-pontos está adequado.Os dois-pontos anunciam enumeração, citação ou esclarecimento. Na primeira alternativa, introduzem corretamente a enumeração dos equipamentos.Nas outras, o sinal quebra a estrutura da oração: separa sujeito de predicado, verbo de complemento, ou antecede um termo que não constitui enumeração nem esclarecimento.Critério prático: se você puder substituir os dois-pontos por “a saber” ou “que é o seguinte” e a frase continuar íntegra, o uso está correto.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
Significação: parônimos que a prova adora
Em significação das palavras, quatro pares resolvem boa parte das questões de sentido: iminente e eminente, ratificar e retificar, infringir e infligir, tráfego e tráfico. Todos aparecem em texto técnico de segurança, o que aumenta a chance de caírem nesta prova.
Questões 42 a 50 — Significação, coesão e pontuação
- 1Significação das palavrasPortuguêsAssinale a opção em que os dois termos são antônimos entre si.Mitigar é atenuar, reduzir; agravar é piorar, intensificar. São antônimos, e o par aparece o tempo todo em texto técnico de segurança: medidas mitigadoras reduzem a consequência de um evento.Sobre os outros pares: eminente (ilustre, notável) e iminente (prestes a acontecer) são parônimos, não antônimos — e a confusão entre eles é clássica. Imanente é o que é inerente a algo. Permitir/facultar e prevenir/evitar são pares de sentido próximo.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 2Significação das palavrasPortuguês“O risco era iminente, e por isso a atividade foi interrompida.” A palavra destacada significa:Iminente qualifica aquilo que está prestes a acontecer. É o adjetivo que a NR-01 usa ao assegurar ao trabalhador o direito de interromper a atividade diante de risco grave e iminente.A confusão com eminente — que significa notável, elevado, ilustre — troca uma letra e o sentido inteiro. E imanente, com a, é o que é inerente à própria natureza da coisa.Guarde pelo contexto de uso: perigo é iminente; um professor é eminente.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 3Significação das palavrasPortuguêsAssinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada corretamente.Ratificar é confirmar; retificar é corrigir. Na terceira alternativa, o laudo confirma conclusões — uso correto de ratificar.As duas primeiras invertem exatamente os sentidos. E o outro par: infringir é violar, transgredir; infligir é aplicar uma pena. Logo, o correto seria “infligiu uma advertência” e “infringiu a regra”.Mnemônico que funciona: reTificar tem T de “trocar”; raTificar tem A de “afirmar”.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 4Significação das palavrasPortuguêsNo trecho “a explicação já estava pronta na gaveta”, a expressão destacada tem sentido:A expressão é metafórica. Não há gaveta nenhuma: a imagem constrói a ideia de resposta pré-fabricada, disponível de antemão, aplicada sem que se investigue o caso concreto.É esse o argumento do parágrafo seguinte, que explica por que essa resposta pronta é conveniente — ela dispensa a empresa de examinar as próprias decisões.Em questões de sentido figurado, o teste é perguntar se a leitura literal faz sentido no contexto. Aqui não faz: o texto não trata de arquivamento de documentos.
Fonte: Texto-base, parágrafo 1
- 5Significação das palavrasPortuguêsAssinale a opção em que a substituição do termo destacado altera o sentido da frase.Vedar significa proibir, impedir. Substituir por “permitir” inverte completamente o sentido — é o único caso de alteração na lista.Nas demais, as substituições são sinonímicas: eficaz/produz o resultado esperado, obrigatório/compulsório, atenuado/reduzido, minucioso/detalhado.Atenção a um detalhe técnico que cai em prova: vedar tem outro sentido na engenharia — tornar estanque, impedir passagem de fluido. O contexto decide qual dos dois vale.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 6Coesão textualPortuguês“A atmosfera foi monitorada; ____, a entrada foi autorizada.” O conectivo que melhor estabelece a relação lógica entre as orações é:A relação é de conclusão: monitorar a atmosfera e obter resultado adequado é o que fundamenta a autorização. Portanto marca essa consequência.No entanto e apesar disso marcam oposição, que não existe aqui. Embora é concessivo e exigiria outra construção sintática. Ou seja introduz retificação ou explicação, e a segunda oração não reformula a primeira — traz um fato novo que dela decorre.Em questão de conectivo, leia primeiro a relação entre as ideias e só depois escolha a palavra. Fazer o inverso leva a encaixar o conectivo mais familiar.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 7Coesão textualPortuguêsAssinale a opção em que a substituição do conectivo mantém a relação lógica original: “Ainda que houvesse sinalização, o acidente ocorreu.”Ainda que e embora são conjunções concessivas: admitem um fato que poderia impedir o resultado, e informam que ele ocorreu assim mesmo.As outras mudam a relação: porque é causal, conforme é conformativo, assim que é temporal e para que é final.Lista das concessivas para guardar: embora, ainda que, mesmo que, conquanto, se bem que, posto que, apesar de que.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 8PontuaçãoPortuguêsAssinale a frase corretamente pontuada.A oração adjetiva explicativa exige vírgula de abertura e de fechamento. Abrir sem fechar, ou fechar sem abrir, é erro — e é exatamente o que fazem a primeira e a segunda alternativas.As duas últimas colocam vírgula dentro da oração, separando termos que não podem ser separados.Regra geral que resolve muita questão: todo termo intercalado é isolado por duas vírgulas, uma de cada lado. Vírgula solta no meio de estrutura intercalada é sempre suspeita.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
- 9Ortografia oficialPortuguêsAssinale a opção em que todas as palavras estão corretamente grafadas.As formas corretas são ascensão, obsessão e pretensão.Vale ligar cada uma à palavra da mesma família, que é o que fixa a grafia: ascensão vem de “ascender” e por isso mantém o sc; obsessão vem de “obsessivo”, com dois ss; pretensão vem de “pretenso”, com s.O grupo das palavras terminadas em -são e -ção é dos mais cobrados em prova de nível médio, justamente porque a pronúncia não distingue.
Fonte: Norma-padrão da língua portuguesa
As duplas que a prova escolhe de propósito
Esta é a tabela de revisar na véspera. São os pares que a pronúncia não distingue e que por isso caem sempre.
| Par | Sentido de cada um | Como não errar |
|---|---|---|
| iminente / eminente | prestes a ocorrer / notável, ilustre | Perigo é iminente; professor é eminente. |
| ratificar / retificar | confirmar / corrigir | reTificar tem T de trocar; raTificar tem A de afirmar. |
| infringir / infligir | violar / aplicar pena | Infringe-se a norma; inflige-se a punição. |
| tráfego / tráfico | circulação de veículos / comércio ilícito | Tráfego tem E de estrada. |
| mas / mais | porém / oposto de menos | Se cabe “porém”, é mas. |
| a par / ao par | informado / equivalência cambial | Estar a par é estar ciente. |
| acerca de / a cerca de | a respeito de / aproximadamente | Se cabe “sobre”, é acerca de. |
| onde / em que | lugar físico / demais casos | Reunião, norma e momento pedem “em que”. |
| por que / porque / por quê / porquê | por qual motivo / pois / fim de frase / substantivo | Com artigo na frente, é sempre porquê. |
| há / a | tempo passado / tempo futuro ou distância | Há dois anos (passado); daqui a dois anos (futuro). |
Como estudar português para esta prova
- Comece pelas questões de compreensão. Elas são a maior fatia da prova e não dependem de decorar regra.
- Nas questões de gramática que você errar, volte à resolução e leia o teste prático indicado — substituição pelo masculino, troca por “isso”, flexão com o substantivo. É o teste que se leva para a prova, não a regra.
- Leia texto técnico em voz alta. A prova usa o vocabulário do setor, e familiaridade com ele acelera a leitura no dia.
- Não abandone esta matéria por achá-la menor. Dez questões que podem eliminar valem mais atenção que quarenta que apenas classificam.
Esta aula vale para todas as ênfases de nível médio, porque Língua Portuguesa é matéria de Conhecimentos Gerais e cai igual para todo mundo. Depois dela, siga para a parte técnica da sua ênfase: preparatório de Segurança ou preparatório de Dutos e Terminais.
Além das ênfases de Segurança e de Dutos e Terminais, esta aula também compõe o preparatório da ênfase Manutenção — Mecânica.
Ela integra também o preparatório da ênfase Administração e Controle, que exige apenas nível médio completo.
Ela compõe igualmente o preparatório da ênfase Inspeção de Equipamentos e Instalações.
Ela integra também o preparatório da ênfase Manutenção — Elétrica.
Ela integra também o preparatório da ênfase Manutenção — Instrumentação.
Como apuramos
As 50 questões desta aula são autorais e foram calibradas pelos oito tópicos de Língua Portuguesa do Anexo IV do Edital nº 03 – TRANSPETRO/PSP/TERRA/NÍVEL MÉDIO – 2026.3. O texto-base usado nas questões 1 a 12 também é autoral, escrito para este material — não reproduzimos texto de terceiro nem questão de prova anterior. As regras gramaticais aplicadas seguem a norma-padrão descrita nas gramáticas de referência e o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente. Na prática, usamos apenas o que pode ser conferido em fonte aberta, e cada resolução explica o raciocínio em vez de apenas apontar a alternativa.
Limitações desta apuração: o edital não divulga a distribuição das 10 questões entre os oito tópicos, então a proporção adotada aqui é uma escolha didática nossa, com mais peso em compreensão de texto por ser tradicionalmente a maior fatia em provas da banca — não é informação oficial; e questões de gramática admitem, em alguns casos, mais de uma análise defensável na tradição gramatical brasileira, situação em que optamos pela leitura mais corrente em concursos e explicamos o critério na resolução.
Fontes e leitura relacionada
Consultamos as fontes abaixo diretamente, em 19 de agosto de 2026. Nada neste material depende de citação de segunda mão: se algo divergir da fonte original, é a fonte original que vale, e a correção entra aqui.
- Fundação Cesgranrio — banca do certame, com o edital íntegro e as provas anteriores para treinar nas questões originais.
- Ministério da Educação — referência sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigor.
- No curso: o hub do preparatório de Segurança, com o plano de estudo; as 50 questões de Conhecimentos Específicos; o resumo do edital com as 18 ênfases; e todos os preparatórios do IBETP.

