Segundo o Anexo IV do Edital nº 03 — TRANSPETRO/PSP/TERRA/NÍVEL MÉDIO — 2026.3, a ênfase Projeto, Construção e Montagem — Edificações cobra 22 itens de conteúdo programático em 40 questões de Conhecimentos Específicos. Esta aula percorre os 22 itens em cinco blocos, com 50 questões autorais comentadas.
Como usar esta aula
Leia a abertura do bloco, responda às dez questões e só depois abra as resoluções. Errar antes de ler a resolução é o que faz a resolução funcionar — quem abre o gabarito primeiro registra reconhecimento, não aprendizado.
As questões são autorais e seguem o formato do edital: cinco alternativas e uma única resposta correta. Este material é gratuito e não tem venda embutida.
Bloco 1 — Resistência dos materiais e isostática
Os itens 1 e 2 do Anexo IV abrem o programa com resistência dos materiais e isostática: esforços, reações de apoio e diagramas. É a base de tudo o que vem depois, e a banca costuma cobrar o conceito, não a conta longa.
Bloco 1 — Resistência dos materiais e isostática
- 1IsostáticaConhecimentos EspecíficosUma estrutura é classificada como isostática quando o número de incógnitas de apoio é:Na isostática, as equações de equilíbrio bastam para determinar as reações. Com mais incógnitas que equações, a estrutura é hiperestática e exige compatibilidade de deformações; com menos, é hipostática e instável, o que a inviabiliza.
- 2Reações de apoioConhecimentos EspecíficosUm apoio do segundo gênero, também chamado de articulação fixa, restringe:O apoio do primeiro gênero restringe uma translação e gera uma reação; o do segundo gênero restringe duas translações e gera duas reações, liberando a rotação; o do terceiro gênero, ou engaste, restringe tudo e gera três reações no plano.
- 3EquilíbrioConhecimentos EspecíficosAs equações de equilíbrio de um corpo rígido em um sistema plano são em número de:No plano são três: somatório das forças horizontais igual a zero, somatório das forças verticais igual a zero e somatório dos momentos em relação a um ponto igual a zero. No espaço, o número sobe para seis equações independentes.
- 4DiagramasConhecimentos EspecíficosEm uma viga biapoiada com carga concentrada no meio do vão, o diagrama de momento fletor tem a forma de:Com carga concentrada, o momento cresce linearmente de cada apoio até o ponto de aplicação, formando um triângulo com pico igual a carga vezes vão dividido por quatro. Com carga distribuída, o diagrama passa a ser parabólico.
- 5Esforço cortanteConhecimentos EspecíficosEm uma viga biapoiada com carga uniformemente distribuída, o esforço cortante é:O cortante vale metade da carga total em cada apoio, decresce linearmente e se anula no meio do vão, exatamente onde o momento fletor é máximo. Essa relação, de derivada e integral entre os diagramas, é a chave para traçá-los sem erro.
- 6TreliçasConhecimentos EspecíficosEm uma treliça ideal, admite-se que as barras estejam submetidas apenas a:O modelo de treliça ideal supõe nós rotulados e cargas aplicadas apenas nos nós, o que faz cada barra trabalhar somente à tração ou à compressão. Ligações reais têm alguma rigidez, e os momentos daí decorrentes costumam ser secundários.
- 7Tensões admissíveisConhecimentos EspecíficosO coeficiente de segurança adotado em um projeto estrutural serve para:O coeficiente cobre variabilidade das cargas, dispersão da resistência dos materiais, imprecisão do modelo de cálculo e desvios de execução. Ele não substitui controle nem verificação de serviço, que tratam de outras incertezas.
- 8DeformaçãoConhecimentos EspecíficosA flecha de uma viga corresponde:A flecha é o deslocamento vertical, e sua limitação é verificação de estado limite de serviço: mesmo com resistência sobrando, deformação excessiva provoca fissura em alvenaria, desconforto e mau funcionamento de portas e esquadrias.
- 9Momento de inérciaConhecimentos EspecíficosAo dobrar a altura da seção retangular de uma viga, mantendo a base, o momento de inércia:O momento de inércia de uma seção retangular é base vezes altura ao cubo, dividido por doze. Dobrar a altura multiplica o resultado por oito, o que explica por que vigas são altas e estreitas, e não largas e baixas.
- 10FlambagemConhecimentos EspecíficosO índice de esbeltez de um pilar relaciona:Quanto maior o índice de esbeltez, mais o pilar é suscetível a perder estabilidade por flambagem antes de esgotar a resistência do material. Reduzir o comprimento de flambagem, por travamento, é a medida mais eficaz de controle.
Bloco 2 — Desenho, topografia e levantamento de quantitativos
Os itens 3, 4 e 15 pedem leitura e interpretação de projetos de arquitetura, estruturas, fundações, instalações e infraestrutura, além de topografia e levantamento de quantitativos de obras e serviços.
Bloco 2 — Desenho, topografia e levantamento de quantitativos
- 1Desenho de arquiteturaConhecimentos EspecíficosEm uma planta baixa de arquitetura, o corte horizontal da edificação é feito, convencionalmente, a:A convenção corta a edificação a cerca de um metro e meio do piso, altura que atravessa portas e janelas e permite representá-las. Elementos acima desse plano, como vigas e projeções, aparecem em linha tracejada.
- 2Desenho de estruturasConhecimentos EspecíficosNa planta de fôrmas de um pavimento, encontram-se representados:A planta de fôrmas mostra a geometria e a posição dos elementos estruturais do pavimento, com dimensões e níveis. O detalhamento das armaduras aparece nas pranchas de armação, que acompanham a planta de fôrmas e a complementam.
- 3Desenho de instalaçõesConhecimentos EspecíficosEm um projeto de instalações hidráulicas prediais, o isométrico é utilizado para:O isométrico desenvolve a tubulação em perspectiva, o que permite ver desvios, prumadas e conexões que se sobrepõem na planta. Ele é a base do levantamento de materiais e da conferência da montagem em obra.
- 4TopografiaConhecimentos EspecíficosO levantamento planialtimétrico de um terreno fornece:O planialtimétrico reúne a posição horizontal e a cota de cada ponto, permitindo desenhar curvas de nível, calcular volumes de corte e aterro e implantar a obra. É a base de qualquer projeto de terraplenagem e de drenagem.
- 5QuantitativosConhecimentos EspecíficosO levantamento de quantitativos de uma obra deve ser feito:Quantitativo bem feito parte dos projetos e adota critérios explícitos de medição, porque a mesma peça pode ser medida de formas diferentes. Sem critério declarado, orçamento e medição divergem e a divergência vira conflito contratual.
- 6EscalasConhecimentos EspecíficosUma planta de detalhamento construtivo costuma ser desenhada em escala:Detalhes exigem escala maior, com denominador pequeno, porque o objetivo é mostrar dimensões e encontros com precisão. Escalas pequenas, como 1:500 ou 1:1000, servem a plantas de situação e de implantação, que cobrem grandes áreas.
- 7CotasConhecimentos EspecíficosEm um projeto de edificação, a cota de nível indicada como mais ou menos zero refere-se:O nível zero é uma referência arbitrária do projeto, quase sempre o piso acabado do pavimento térreo, a partir da qual se medem as demais cotas. Ele se relaciona com a altitude real por meio de um marco de referência da obra.
- 8Interpretação de projetoConhecimentos EspecíficosHavendo divergência entre a cota escrita e a medida obtida com escalímetro no desenho, prevalece:A cota escrita prevalece, e a divergência deve ser comunicada ao projetista para correção, porque pode indicar erro que se propaga a outras peças. Medir com escalímetro em desenho impresso ou reduzido é fonte conhecida de erro grosseiro.
- 9CompatibilizaçãoConhecimentos EspecíficosA compatibilização de projetos de uma edificação tem por objetivo:Compatibilizar é confrontar arquitetura, estrutura e instalações para achar conflitos ainda no papel, quando corrigir é barato. Interferência descoberta na obra vira quebra, retrabalho, atraso e, frequentemente, discussão sobre quem paga.
- 10DocumentaçãoConhecimentos EspecíficosO projeto como construído, também chamado de as built, registra:O as built documenta o que existe de fato, incorporando as alterações ocorridas na execução. Ele é indispensável para manutenção, ampliação e para localizar tubulações e cabos embutidos sem quebrar a edificação inteira à procura.
Bloco 3 — Solos, movimento de terras e fundações
Os itens 5, 6 e 7 tratam de mecânica dos solos, movimento de terras e fundações, incluindo tipos, execução e controle. É a área em que o técnico de campo mais decide sozinho.
Bloco 3 — Solos, movimento de terras e fundações
- 1Mecânica dos solosConhecimentos EspecíficosO teor de umidade de uma amostra de solo é definido como a relação entre a massa de água e a massa:Por convenção da mecânica dos solos, a umidade é a massa de água dividida pela massa de sólidos secos em estufa a 105 graus Celsius, e não pela massa total. Por isso o valor pode ultrapassar 100 por cento em argilas moles muito porosas.
- 2PermeabilidadeConhecimentos EspecíficosA lei de Darcy, aplicada ao fluxo de água em solos, estabelece que a velocidade de percolação é proporcional:Darcy relaciona a velocidade aparente ao gradiente hidráulico por meio do coeficiente de permeabilidade, característico de cada solo. Areias limpas têm permeabilidade muito maior que argilas, o que muda por completo o comportamento de drenagem e de recalque.
- 3Empuxo de terraConhecimentos EspecíficosEm uma estrutura de contenção, o empuxo ativo é aquele que ocorre quando o maciço:O empuxo ativo surge quando o solo se expande lateralmente em direção à contenção e mobiliza sua resistência, o que reduz a pressão. No caso passivo, é a estrutura que empurra o terreno, e a pressão resultante é bem maior que a ativa.
- 4Movimento de terrasConhecimentos EspecíficosO empolamento, considerado no cálculo de volumes de terraplenagem, corresponde ao aumento de volume do solo:Ao ser escavado, o solo perde o arranjo natural das partículas e passa a ocupar volume maior, o que aumenta o número de viagens de caminhão. Depois de compactado no aterro, o volume volta a diminuir, e por isso os três estados devem ser distinguidos no orçamento.
- 5TerraplenagemConhecimentos EspecíficosEm uma obra de terraplenagem, o material de empréstimo é aquele:Quando o volume de corte não é suficiente para formar os aterros, a diferença é suprida por jazidas de empréstimo. O caso oposto é o excedente de corte, que precisa ser destinado a bota-fora licenciado, ambos com custo de transporte relevante.
- 6CompactaçãoConhecimentos EspecíficosPara compactação de solos predominantemente argilosos, o equipamento tradicionalmente mais indicado é o rolo:As patas do rolo pé de carneiro concentram pressão, rompem os torrões e amassam a argila de baixo para cima. Solos granulares respondem melhor à vibração, e por isso o rolo liso vibratório é a escolha usual em areias e britas.
- 7Controle de compactaçãoConhecimentos EspecíficosO grau de compactação de uma camada de aterro é obtido comparando a massa específica seca do campo com a:O grau de compactação é a razão entre a massa específica seca medida no campo e a máxima determinada em laboratório, expressa em porcentagem. Projetos costumam exigir no mínimo 95 por cento, com a umidade dentro de uma faixa em torno da ótima.
- 8Fundações rasasConhecimentos EspecíficosO radier é a fundação rasa indicada quando:Quando as sapatas ocupariam quase toda a área do terreno, ou quando o solo é pouco resistente e homogêneo, compensa unificá-las em uma laje contínua. O radier distribui a carga em área maior e uniformiza os recalques da edificação.
- 9Fundações profundasConhecimentos EspecíficosA nega, medida durante a cravação de estacas, corresponde:A nega é a penetração permanente por golpe, e serve como critério de parada da cravação: quanto menor, maior a resistência mobilizada. É controle executivo de campo e não substitui a prova de carga, que mede diretamente a capacidade.
- 10Elementos de fundaçãoConhecimentos EspecíficosO bloco de coroamento, em uma fundação sobre estacas, tem a função de:O bloco recebe a carga concentrada do pilar e a distribui entre as estacas do grupo, funcionando como peça rígida de transição. Quando há mais de uma estaca, ele também absorve os esforços gerados por eventuais desvios de execução.
Bloco 4 — Concreto, técnicas construtivas e instalações prediais
Os itens 8, 9, 10 e 14 cobrem técnicas construtivas prediais e de infraestrutura, estruturas de concreto, instalações de água, esgoto, pluviais e elétrica, e o concreto em si: tipos, execução, controle e patologias.
Bloco 4 — Concreto, técnicas construtivas e instalações prediais
- 1FôrmasConhecimentos EspecíficosEm uma estrutura de concreto armado, o escoramento das fôrmas de laje deve permanecer até que:A retirada do escoramento depende da resistência já ganha pelo concreto, verificada por corpos de prova curados nas mesmas condições da peça. Desformar cedo demais provoca deformação excessiva e fissuração permanente na estrutura.
- 2ArmaçãoConhecimentos EspecíficosO cobrimento nominal da armadura em uma peça de concreto armado é especificado principalmente para:A camada de concreto sobre a armadura é a barreira física e química que retarda a chegada de agentes agressivos ao aço e protege a peça em situação de incêndio. Seu valor cresce com a agressividade ambiental definida em projeto.
- 3ConcretagemConhecimentos EspecíficosO lançamento do concreto de grande altura em queda livre deve ser evitado porque provoca:Na queda livre prolongada, o agregado graúdo se separa da argamassa e o concreto chega desuniforme à fôrma, gerando ninhos de concretagem. Por isso se usam funis, trombas ou mangotes para conduzir a mistura até o ponto de lançamento.
- 4AdensamentoConhecimentos EspecíficosNo adensamento com vibrador de imersão, constitui erro de execução:O vibrador serve para expulsar o ar aprisionado, não para transportar concreto: usá-lo assim segrega a mistura. A agulha deve entrar na vertical, alcançar a camada anterior e ser retirada devagar, sem deixar vazio no caminho.
- 5PatologiasConhecimentos EspecíficosA eflorescência observada na superfície de alvenarias e concretos é caracterizada por:A água que percola o material dissolve sais, migra até a superfície e evapora, deixando o depósito branco característico. O tratamento eficaz é eliminar a fonte de umidade; apenas limpar a mancha faz o problema retornar em pouco tempo.
- 6AlvenariaConhecimentos EspecíficosA diferença essencial entre alvenaria estrutural e alvenaria de vedação está no fato de que a primeira:Na alvenaria estrutural, as paredes substituem pilares e vigas e conduzem as cargas até a fundação, o que torna qualquer demolição posterior uma intervenção estrutural. Na de vedação, as paredes apenas fecham espaços delimitados pela estrutura.
- 7Instalações de água friaConhecimentos EspecíficosEm um prédio abastecido por reservatório superior, o barrilete é a tubulação que:O barrilete sai do reservatório superior e alimenta as colunas de distribuição, que descem pelos pavimentos e derivam nos ramais. A altura entre o reservatório e o aparelho é o que fornece a pressão disponível em cada ponto de utilização.
- 8Instalações de esgotoConhecimentos EspecíficosO fecho hídrico existente nos sifões e ralos sifonados tem por finalidade:A lâmina de água retida no desconector veda a passagem de gases e odores. Ela pode ser perdida por autossifonagem ou por evaporação em aparelhos sem uso, e a tubulação de ventilação existe justamente para preservar esse fecho.
- 9Instalações pluviaisConhecimentos EspecíficosNas instalações prediais de águas pluviais, o condutor vertical é o elemento que:As calhas recolhem a água da cobertura e a entregam aos condutores verticais, que descem até os condutores horizontais e daí à rede ou ao destino aprovado. Misturar essa rede com a de esgoto é irregular e sobrecarrega o sistema coletor.
- 10Instalações elétricasConhecimentos EspecíficosO dispositivo diferencial residual, instalado em quadros de distribuição prediais, atua desligando o circuito quando detecta:O dispositivo compara a corrente que vai com a que volta; se falta parte dela, há fuga para a terra ou por uma pessoa, e o desarme ocorre em milésimos de segundo. Ele protege contra choque, enquanto o disjuntor protege a instalação contra sobrecorrente.
Bloco 5 — Materiais, controle tecnológico, orçamento e normas
Os itens 11 a 13 e 16 a 22 fecham o programa com instrumentos e ferramentas, materiais de construção, controle tecnológico, orçamento e planejamento, recebimento e armazenamento, controle de qualidade, unidades do SI, normas da ABNT, normas regulamentadoras e segurança do trabalho.
Bloco 5 — Materiais, controle tecnológico, orçamento e normas
- 1Equipamentos de obraConhecimentos EspecíficosEm canteiros de edifícios altos, a grua é o equipamento empregado para:A grua alcança pontos distantes girando a lança, o que combina elevação e movimentação horizontal em um único equipamento. O guincho de coluna só sobe e desce em posição fixa, e por isso atende obras menores ou de menor altura.
- 2Materiais de construçãoConhecimentos EspecíficosA cal hidratada é adicionada às argamassas de assentamento e de revestimento principalmente para:A cal deixa a argamassa mais trabalhável e reduz a perda de água para o substrato, o que melhora a aderência e diminui fissuras de retração. Ela não é um acelerador de pega nem torna a parede impermeável por si só.
- 3Materiais de construçãoConhecimentos EspecíficosO bloco cerâmico de vedação distingue-se do bloco cerâmico estrutural porque é assentado com os furos:O bloco de vedação trabalha com furos na horizontal e só suporta o próprio peso e o do revestimento. No estrutural, os furos ficam na vertical, alinhados de fiada em fiada, para transmitir as cargas e permitir grauteamento onde o projeto exigir.
- 4Controle tecnológicoConhecimentos EspecíficosNo recebimento de barras de aço para armadura, os ensaios normalmente exigidos para verificar a conformidade do lote são os de:O ensaio de tração fornece resistência ao escoamento, resistência à ruptura e alongamento; o de dobramento verifica se o aço suporta a curvatura sem fissurar. Os demais ensaios citados aplicam-se a concreto fresco, a agregados ou a materiais asfálticos.
- 5Planejamento de obrasConhecimentos EspecíficosEm uma rede de planejamento de obra, o caminho crítico é a sequência de atividades que:As atividades do caminho crítico têm folga nula: qualquer atraso nelas empurra a conclusão da obra na mesma medida. Identificá-las orienta onde concentrar recursos e acompanhamento, em vez de distribuir atenção de modo uniforme.
- 6Controle de obrasConhecimentos EspecíficosA curva S, usada no acompanhamento de obras, representa a evolução:O formato em S vem do ritmo típico da obra: início lento, aceleração no miolo e desaceleração no fim. Comparar a curva prevista com a realizada mostra de imediato se a obra está adiantada ou atrasada em relação ao planejamento.
- 7Armazenamento de materiaisConhecimentos EspecíficosO armazenamento de sacos de cimento no canteiro deve ser feito:O cimento hidrata com a umidade do ar e do piso, formando grumos que comprometem a resistência. Por isso a estocagem exige estrado, cobertura, afastamento das paredes, altura de pilha limitada e consumo por ordem de chegada do material.
- 8Sistema InternacionalConhecimentos EspecíficosNa especificação da resistência do concreto, a unidade megapascal corresponde a:O pascal é um newton por metro quadrado, e um megapascal equivale a um milhão de pascals, o que dá exatamente um newton por milímetro quadrado. Essa equivalência simplifica os cálculos de tensão, já que as seções são cotadas em milímetros.
- 9Normas técnicasConhecimentos EspecíficosA norma brasileira que estabelece as condições para instalações elétricas de baixa tensão é a:A NBR 5410 trata de instalações elétricas de baixa tensão. As demais cuidam de outros temas: a 6118 de estruturas de concreto, a 8800 de estruturas de aço, a 9050 de acessibilidade e a 6122 de projeto e execução de fundações.
- 10Segurança do trabalhoConhecimentos EspecíficosA norma regulamentadora que trata especificamente da segurança e da saúde no trabalho na indústria da construção é a:A NR-18 é a norma dedicada ao setor da construção, com exigências de canteiro, proteções coletivas e planejamento das frentes. As outras citadas tratam de eletricidade, de máquinas e equipamentos, de caldeiras e vasos de pressão e de espaços confinados.
Vinte pares que a banca gosta de confundir
| Par | A diferença que decide a questão |
|---|---|
| Isostática e hiperestática | Na isostática as equações de equilíbrio bastam; na hiperestática é preciso recorrer à compatibilidade de deformações |
| Esforço cortante e momento fletor | Na viga com carga distribuída, o cortante se anula exatamente onde o momento é máximo |
| Apoio do segundo gênero e engaste | O segundo gênero libera a rotação; o engaste impede também a rotação e gera três reações no plano |
| Tensão e deformação | Tensão é força por unidade de área; deformação é variação relativa de comprimento, adimensional |
| Escoamento e ruptura | O projeto em aço adota o escoamento como limite, e não a tensão de ruptura |
| Corte e aterro | O corte rebaixa o terreno até a cota de projeto; o aterro eleva o terreno até ela |
| Empréstimo e bota-fora | Empréstimo supre a falta de material; bota-fora recebe o excedente de escavação |
| Empolamento e compactação | O solo escavado ganha volume; depois de compactado no aterro, volta a perdê-lo |
| Empuxo ativo e passivo | No ativo o solo empurra a contenção; no passivo a contenção empurra o solo, com pressão bem maior |
| Sapata isolada e sapata corrida | A isolada recebe carga de pilar; a corrida acompanha uma parede ou elemento linear |
| Estaca cravada e hélice contínua | A cravada é introduzida por golpes; a hélice contínua é perfurada e concretada pela haste |
| Nega e prova de carga | A nega é controle executivo por golpe; a prova de carga mede a capacidade real da estaca |
| Fôrma e escoramento | A fôrma dá a geometria da peça; o escoramento sustenta o conjunto até o concreto ganhar resistência |
| Cobrimento e espaçador | O cobrimento é a exigência de projeto; o espaçador é a peça que garante essa distância na obra |
| Segregação e exsudação | A segregação separa agregado de argamassa; a exsudação é a subida de água à superfície |
| Alvenaria estrutural e de vedação | A estrutural conduz cargas até a fundação; a de vedação apenas fecha espaços |
| Chapisco, emboço e reboco | O chapisco dá aderência; o emboço regulariza; o reboco acaba a superfície |
| Disjuntor e dispositivo diferencial residual | O disjuntor protege a instalação contra sobrecorrente; o diferencial protege a pessoa contra choque |
| Custo direto e custo indireto | O direto é apropriável a um serviço; o indireto serve à obra como um todo |
| Caminho crítico e folga | As atividades do caminho crítico têm folga nula, e qualquer atraso nelas atrasa a obra inteira |
Continue por aqui
- Plano de estudo da ênfase — vagas, requisitos e um cronograma de 14 semanas até 29 de novembro.
- Simulado completo — 60 questões cronometradas, com as três regras de eliminação aplicadas.
- Língua Portuguesa e Matemática — as 20 questões da Fase 2, em que grau zero elimina.
- Edital Transpetro 2026 — o texto completo destrinchado, com vagas e cronograma.
Metodologia e limitações desta aula
Analisamos o Anexo IV do edital e apuramos os 22 itens do programa da ênfase Projeto, Construção e Montagem — Edificações. Agrupamos os 22 itens em cinco blocos por afinidade de conteúdo, escrevemos as 50 questões e conferimos cada resolução contra o texto da norma citada ou contra a definição corrente na literatura de construção civil. Nenhuma questão foi copiada de prova anterior.
Limitações desta apuração, ditas com todas as letras: a divisão dos 22 itens em cinco blocos é nossa e não corresponde a proporção declarada pela banca; o edital não indica quantas das 40 questões cabem a cada item; e as normas técnicas da ABNT citadas são revisadas periodicamente, o que pode alterar exigências pontuais entre uma edição e outra.
Se você encontrar erro em qualquer questão ou resolução, escreva para nós. Corrigimos e registramos a correção na própria página.
Fontes
- Fundação Cesgranrio — banca responsável, onde o edital e os gabaritos oficiais são publicados.
- Normas Regulamentadoras vigentes — Ministério do Trabalho e Emprego, onde estão a NR-18, de segurança e saúde no trabalho na indústria da construção, e a NR-6, de equipamento de proteção individual.
- Sistema Internacional de Unidades, Inmetro — tradução luso-brasileira da publicação do BIPM, referência das unidades usadas na engenharia civil.

