Segundo o Anexo IV do Edital nº 03 — TRANSPETRO/PSP/TERRA/NÍVEL MÉDIO — 2026.3, a ênfase Manutenção — Eletrônica organiza o programa em sete áreas, cobradas em 40 questões de Conhecimentos Específicos. Esta aula percorre as sete em cinco blocos, com 50 questões autorais comentadas.
Como usar esta aula
Leia a abertura do bloco, responda às dez questões e só depois abra as resoluções. Errar antes de ler a resolução é o que faz a resolução funcionar — quem abre o gabarito primeiro registra reconhecimento, não aprendizado.
As questões são autorais e seguem o formato do edital: cinco alternativas e uma única resposta correta. Este material é gratuito e não tem venda embutida.
Bloco 1 — Circuitos elétricos CC e CA
Conforme a área 1 do Anexo IV, o programa abre com grandezas elétricas, resistores, capacitores, indutores e transformadores, circuitos em corrente contínua e alternada, Kirchhoff, Thévenin e Norton, potência elétrica e resposta nos domínios do tempo e da frequência.
Duas relações organizam quase todo o bloco: a reatância capacitiva cai com a frequência e a indutiva sobe com ela. Quem guarda esse par deduz o comportamento de filtros, de acoplamentos e da ressonância sem precisar decorar cada caso.
Bloco 1 — Circuitos elétricos CC e CA
- 1A REATÂNCIA CAPACITIVA de um capacitor em corrente alternada:Xc = 1/(2πfC): quanto maior a frequência, menor a reatância. Por isso o capacitor bloqueia corrente contínua, em que a frequência é zero e a reatância tende ao infinito, e deixa passar sinais de alta frequência — comportamento que fundamenta filtros e acoplamentos.
- 2A REATÂNCIA INDUTIVA de um indutor, com o aumento da frequência:XL = 2πfL, então a reatância cresce com a frequência: o indutor deixa passar corrente contínua com facilidade e se opõe cada vez mais a sinais rápidos. É o comportamento inverso ao do capacitor, e a combinação dos dois é o que permite montar filtros seletivos.
- 3A constante de tempo de um circuito RC é dada por:A constante de tempo é o produto da resistência pela capacitância. Em uma constante de tempo, o capacitor carrega cerca de 63% da tensão final, e após cinco constantes considera-se o transitório encerrado. Em circuito RL, a constante equivalente é L dividido por R.
- 4Em um circuito RLC série, a IMPEDÂNCIA total é calculada por:Resistência e reatância não se somam diretamente porque estão defasadas em 90°: a soma é vetorial. Como XL e XC se opõem entre si, elas se subtraem antes de compor com R — e quando se igualam, o circuito entra em ressonância e a impedância se reduz apenas à resistência.
- 5O teorema de NORTON representa uma rede linear, vista por dois terminais, como:Norton usa fonte de corrente em paralelo com resistência; Thévenin usa fonte de tensão em série com a mesma resistência. Os dois equivalentes são conversíveis entre si pela lei de Ohm — a corrente de Norton é a tensão de Thévenin dividida pela resistência equivalente.
- 6Três capacitores de 6 µF ligados em SÉRIE resultam em capacitância equivalente de:Capacitores em série se combinam como resistores em paralelo: para valores iguais, divide-se pelo número de unidades. Assim, 6 ÷ 3 = 2 µF. Em paralelo é o contrário: as capacitâncias se somam, resultando em 18 µF.
- 7Em um circuito de corrente contínua em regime permanente, um INDUTOR ideal comporta-se como:Com corrente constante, não há variação de fluxo e, portanto, não há tensão induzida: o indutor ideal se reduz a um fio. O capacitor faz o oposto — em regime permanente de corrente contínua, comporta-se como circuito aberto.
- 8A POTÊNCIA APARENTE em um circuito de corrente alternada é medida em:A aparente, em VA, é o produto de tensão eficaz por corrente eficaz e é ela que dimensiona condutores e transformadores. A ativa, em watt, é a parcela que realiza trabalho; a reativa, em var, é a que circula sem produzir trabalho. Joule é energia e ohm é resistência.
- 9A resposta em FREQUÊNCIA de um filtro passa-baixa caracteriza-se por:O passa-baixa preserva o que está abaixo da frequência de corte e atenua o que está acima — é o filtro usado para eliminar ruído de alta frequência em sinais de instrumentação. O passa-alta faz o inverso, e a combinação dos dois forma passa-faixa e rejeita-faixa.
- 10Em um transformador com relação de espiras 10:1, alimentado com 220 V e 2 A no primário, o secundário ideal entrega:A tensão cai na razão de espiras: 220 ÷ 10 = 22 V. Como a potência se conserva no transformador ideal, a corrente sobe na mesma proporção: 2 × 10 = 20 A. Conferindo: 220 × 2 = 440 VA no primário e 22 × 20 = 440 VA no secundário.
Bloco 2 — Eletrônica analógica e de potência
De acordo com os itens 2.1, 2.2, 2.3 e 2.5 do Anexo IV, entram aqui amplificadores operacionais, transdutores, diodos, leitura de diagramas eletrônicos, tiristores, fontes chaveadas, conversores CC/CC e CA/CA, no-breaks, transistores bipolares e MOSFET.
Guarde a diferença de comando entre os dois transistores, porque a prova cobra pela consequência: o bipolar é controlado por corrente de base, enquanto o MOSFET é controlado por tensão de porta e praticamente não drena corrente. É essa característica que o tornou padrão em fontes chaveadas e inversores.
Bloco 2 — Eletrônica analógica e de potência
- 1Um AMPLIFICADOR OPERACIONAL em configuração INVERSORA, com resistor de entrada de 10 kΩ e de realimentação de 100 kΩ, tem ganho de:O ganho da configuração inversora é menos a razão entre o resistor de realimentação e o de entrada: −100/10 = −10. O sinal negativo indica inversão de fase de 180°, não redução de amplitude. Na configuração não inversora, o ganho seria 1 mais essa razão, ou seja, +11.
- 2Um DIODO ZENER, polarizado reversamente na região de ruptura, é usado tipicamente para:O Zener é projetado para trabalhar na ruptura reversa, onde a tensão sobre ele permanece quase constante mesmo com variação da corrente. É esse comportamento que o torna referência de tensão simples e barata — sempre com resistor série para limitar a corrente.
- 3Em um TRANSISTOR BIPOLAR DE JUNÇÃO operando na região ativa:Na região ativa o transistor amplifica: uma pequena corrente de base controla uma corrente de coletor β vezes maior. Em saturação, a relação deixa de valer e o transistor se comporta como chave fechada; em corte, como chave aberta. A corrente de emissor é sempre a soma das outras duas.
- 4Um transistor MOSFET distingue-se do bipolar principalmente por:O MOSFET é dispositivo controlado por campo elétrico: a porta é isolada e praticamente não drena corrente, o que simplifica o acionamento e reduz perdas de comando. É essa característica, somada à velocidade de comutação, que o consagrou em fontes chaveadas e inversores.
- 5Um TIRISTOR do tipo SCR, uma vez disparado pelo gatilho em corrente contínua, deixa de conduzir quando:O SCR não desliga pela remoção do gatilho: uma vez disparado, permanece conduzindo até que a corrente principal caia abaixo da corrente de manutenção. Em corrente alternada isso acontece naturalmente a cada passagem por zero; em corrente contínua, exige circuito de comutação forçada.
- 6Uma FONTE CHAVEADA, comparada a uma fonte linear de mesma potência, apresenta:A fonte chaveada opera os semicondutores em corte e saturação, dissipando pouco, e trabalha em alta frequência, o que reduz drasticamente o tamanho do transformador. O preço é a emissão de interferência eletromagnética, que exige filtragem e layout cuidadosos — questão relevante em ambiente com instrumentação sensível.
- 7Um conversor DC/DC do tipo BUCK tem como função:O buck é abaixador: entrega tensão média menor que a de entrada, controlando o ciclo de trabalho da chave. O boost faz o oposto, elevando a tensão, e o buck-boost permite os dois sentidos. Converter contínua em alternada é papel do inversor.
- 8O NO-BREAK do tipo ONLINE (dupla conversão) distingue-se do tipo interativo porque:No online, a energia percorre sempre o caminho retificador-bateria-inversor, de modo que a carga nunca vê a rede diretamente e não há tempo de transferência na falta. Isso entrega o melhor condicionamento, ao custo de rendimento um pouco menor e preço maior que o do interativo.
- 9Ao interpretar um diagrama de circuito eletrônico, o símbolo de um triângulo com duas entradas e uma saída representa tipicamente:O triângulo com entradas inversora e não inversora e uma saída é o símbolo consagrado do amplificador operacional. Reconhecer o símbolo e identificar qual entrada recebe o sinal e qual recebe a realimentação é o que permite deduzir a configuração — inversora, não inversora, seguidora ou comparadora.
- 10Um TRANSDUTOR, em eletrônica de instrumentação, é o dispositivo que:O transdutor converte natureza: pressão em resistência, temperatura em tensão, deslocamento em capacitância. É o primeiro elo da cadeia de medição, e a qualidade de tudo o que vem depois está limitada por ele. Amplificar sem mudar a natureza é função do amplificador.
Bloco 3 — Eletrônica digital e lógica booleana
Segundo os itens 2.4 e 2.6 do Anexo IV, este bloco cobre eletrônica digital, lógica booleana, mapas de Karnaugh, as portas e circuitos mais comuns, flip-flops e circuitos sequenciais.
Fixe a fronteira entre combinacional e sequencial: o circuito combinacional é função pura das entradas atuais, enquanto o sequencial guarda estado e, por isso, depende também do que aconteceu antes. É essa memória que os flip-flops introduzem — e que separa uma porta lógica de um contador.
Bloco 3 — Eletrônica digital e lógica booleana
- 1Na álgebra booleana, a expressão A + A·B simplifica-se para:É a lei da absorção: se A já é verdadeiro, o resultado é verdadeiro independentemente de B; se A é falso, A·B também é falso. Logo, a expressão inteira equivale a A. Simplificações como essa reduzem portas no circuito e linhas no programa do CLP.
- 2O TEOREMA DE DE MORGAN estabelece que a negação de (A · B) equivale a:A negação do E vira OU das negações, e a negação do OU vira E das negações. É o teorema que permite converter qualquer circuito para portas NAND ou NOR apenas — recurso prático quando só se dispõe de um tipo de porta no estoque.
- 3O MAPA DE KARNAUGH é uma ferramenta usada para:O mapa organiza a tabela verdade de modo que células vizinhas diferem em apenas uma variável, o que permite enxergar agrupamentos e eliminar variáveis redundantes. Para até quatro ou cinco variáveis é mais rápido e menos sujeito a erro que a manipulação algébrica.
- 4Uma porta lógica OU-EXCLUSIVO (XOR) de duas entradas tem saída em nível alto quando:A XOR detecta diferença: saída alta somente quando as entradas discordam. É a porta usada em somadores binários, em comparadores de igualdade e em geração de bit de paridade — em todos os casos, o que interessa é justamente saber se dois valores diferem.
- 5Um FLIP-FLOP tipo D, na borda de subida do sinal de clock:O flip-flop D é elemento de memória de um bit: no instante da borda ativa, ele captura o valor de D e o mantém até a próxima borda. Essa capacidade de reter estado é o que separa a lógica combinacional, que só reage às entradas atuais, da lógica sequencial.
- 6Um CONTADOR BINÁRIO de 4 bits pode representar quantos estados distintos?Com 4 bits, o número de combinações é 2⁴ = 16, de 0000 a 1111 — ou seja, de 0 a 15 em decimal. Confundir o maior valor representável, que é 15, com o número de estados, que é 16, é o erro clássico do assunto.
- 7A diferença entre lógica COMBINACIONAL e SEQUENCIAL é que:Circuito combinacional é função pura das entradas: mesmas entradas, mesma saída, sempre. O sequencial guarda memória, e por isso a saída depende também da história — daí os flip-flops, os registradores e as máquinas de estado.
- 8O número hexadecimal 1F corresponde, em decimal, a:Em hexadecimal, F vale 15 e o 1 na segunda casa vale 16. Somando: 16 + 15 = 31. A base 16 é usada em eletrônica digital porque cada dígito representa exatamente quatro bits, o que torna a conversão para binário imediata: 1F equivale a 0001 1111.
- 9Um MULTIPLEXADOR digital tem por função:O multiplexador é uma chave seletora digital: com n linhas de seleção, escolhe entre 2ⁿ entradas. O demultiplexador faz o inverso, distribuindo uma entrada para várias saídas. É recurso central em sistemas de aquisição de dados, em que um único conversor A/D atende muitos canais.
- 10Em eletrônica digital, o nível lógico indefinido entre a faixa de nível baixo e a de nível alto é problemático porque:Entre as faixas garantidas de nível baixo e alto existe uma região em que o circuito não sabe decidir — e diferentes portas podem decidir de formas distintas. É para evitar entradas flutuando nessa região que se usam resistores de pull-up ou pull-down em entradas não acionadas.
Bloco 4 — Medições, instrumentos de teste, controle e automação
Conforme as áreas 3 e 4 do Anexo IV, o programa cobre unidades e Sistema Internacional, multímetro, osciloscópio e frequencímetro, medição de pressão, temperatura, nível, vazão, massa e densidade, noções de automação e instrumentação, malha aberta e fechada, projetos com CLP e sistemas digitais de controle distribuído.
Na prática, cada instrumento de bancada responde a uma pergunta distinta: o multímetro entrega um número, o osciloscópio entrega a forma de onda ao longo do tempo e o frequencímetro entrega ciclos por segundo. Escolher o instrumento errado não gera resultado errado — gera resultado que não responde à pergunta.
Bloco 4 — Medições, instrumentos de teste, controle e automação
- 1O OSCILOSCÓPIO é o instrumento indicado para:O osciloscópio mostra o sinal no domínio do tempo: revela forma de onda, amplitude, período, tempo de subida, ruído e distorção — informações que um multímetro, que entrega apenas um número, jamais mostraria. É o instrumento de diagnóstico por excelência em eletrônica.
- 2Um FREQUENCÍMETRO mede:O frequencímetro conta ciclos em uma janela de tempo conhecida e entrega o resultado em hertz. Em instrumentação, é útil com sinais de saída em frequência, como os de medidores tipo turbina e vortex, cuja informação está justamente na taxa de pulsos.
- 3Ao medir uma tensão alternada com multímetro na função DC, o resultado obtido é:A função DC entrega o valor médio, e a média de uma senoide simétrica ao longo de um ciclo é zero. Por isso a medição de alternada exige a função AC, e instrumentos true RMS são necessários quando a onda é distorcida — caso comum em circuitos com inversores e fontes chaveadas.
- 4No Sistema Internacional, a unidade de temperatura termodinâmica é:O kelvin é a unidade base de temperatura termodinâmica no SI. O grau Celsius é aceito para uso com o SI e tem a mesma amplitude de divisão, o que faz variações coincidirem numericamente nas duas escalas. Fahrenheit e Rankine não pertencem ao SI, e caloria é unidade de energia.
Fonte: SI Brochure, 9ª edição — Bureau International des Poids et Mesures
- 5Um SDCD (Sistema Digital de Controle Distribuído) distingue-se de um CLP isolado por:O SDCD nasceu para plantas contínuas de grande porte: o processamento é distribuído entre controladores em rede, com base de dados única, estações de operação integradas e ferramentas de engenharia unificadas. O CLP tradicional é mais forte em lógica discreta e intertravamento, e as duas tecnologias convergiram bastante ao longo do tempo.
- 6Em uma linguagem de DIAGRAMA DE BLOCOS FUNCIONAIS, o programa é construído:O diagrama de blocos funcionais representa o programa como blocos — soma, comparação, PID, temporizador — ligados por linhas de dados. É especialmente adequado a controle contínuo e cálculo, ao passo que o ladder é mais natural para lógica de contatos. Ambos são padronizados pela IEC 61131-3.
- 7Em uma malha fechada de controle, o ERRO é definido como:O erro é o que o controlador tenta zerar: setpoint menos variável de processo, ou o inverso, conforme a convenção adotada. Todas as três ações do PID operam sobre ele — a proporcional sobre seu valor, a integral sobre seu acúmulo e a derivativa sobre sua taxa de variação.
- 8Um sinal de saída DIGITAL de um CLP acionando um contator de potência normalmente utiliza:Cartões de saída digital têm capacidade limitada de corrente e tensão, e ligar carga de potência diretamente os destrói. O relé de interface isola o cartão do circuito de força e comanda a bobina do contator, que por sua vez fecha o circuito do motor — cadeia de três estágios que protege o mais frágil.
- 9Na medição de vazão, a unidade Nm³/h indica:O N indica condições normais de referência: o volume é corrigido para uma temperatura e pressão padronizadas, o que torna a medida comparável independentemente das condições reais. Sem essa correção, o mesmo gás ocuparia volumes muito diferentes conforme a pressão da linha — e a contabilidade de consumo perderia sentido.
- 10Ao usar um multímetro para medir RESISTÊNCIA de um componente montado em placa, o procedimento correto é:O ohmímetro injeta uma pequena corrente e mede a queda de tensão: circuito energizado falseia a leitura e pode danificar o instrumento. Além disso, outros componentes em paralelo criam caminhos alternativos, o que faz a resistência aparente ser menor que a real — daí a prática de levantar um terminal antes de medir.
Bloco 5 — Projeto industrial, redes, supervisórios e manutenção
De acordo com as áreas 5, 6 e 7 do Anexo IV, fecham o programa mecânica dos fluidos, simbologia ISA S5.1, documentos de tubulação e diagramas elétricos, ferramentas CAD, documentação de projetos de instrumentação, metrologia, redes e protocolos de campo, sistemas instrumentados de segurança, planejamento PERT/CPM, saúde e segurança do trabalho e os tipos de manutenção.
Uma observação honesta sobre o texto do edital: no item 7.2 aparece a grafia “PERT/COM”. A técnica consagrada de planejamento por rede de precedências e caminho crítico é a PERT/CPM, e é sobre ela que tratamos aqui — provavelmente um erro de digitação do documento original.
Bloco 5 — Projeto industrial, redes, supervisórios e manutenção
- 1Em um documento ISOMÉTRICO de tubulação, encontra-se:O isométrico representa a linha em três dimensões sobre um desenho plano, sem escala, com todas as informações de fabricação e montagem: comprimentos, acessórios, juntas, suportes e soldas numeradas. É o documento que vai para o campo e para a caldeiraria.
- 2A LISTA DE LINHAS de um projeto de tubulação reúne:A lista de linhas é o inventário das tubulações, indexado pelo tag da linha. Ela consolida serviço, diâmetro, especificação de material, condições de projeto e operação e os equipamentos que conecta — é a partir dela que se dimensiona, compra e testa cada trecho.
- 3Uma TOPOLOGIA de rede em ESTRELA caracteriza-se por:Na estrela, cada dispositivo tem seu próprio enlace até o ponto central: uma falha de cabo isola apenas aquele nó, o que facilita o diagnóstico. Em compensação, o elemento central vira ponto único de falha — motivo pelo qual redes industriais críticas o duplicam.
- 4O protocolo PROFIBUS DP é empregado tipicamente para:O DP é a variante voltada à periferia descentralizada: troca cíclica e rápida de dados de entrada e saída entre o controlador e as remotas. Já o PA é a variante para instrumentação de campo, com alimentação pelo barramento e adequação a área classificada.
- 5A técnica de planejamento PERT/CPM é utilizada para:O PERT/CPM organiza as atividades em rede de precedências e revela o caminho crítico — a sequência cuja soma de durações define o prazo do projeto. Atrasar uma atividade do caminho crítico atrasa a obra inteira; atrasar as demais consome apenas folga. É a ferramenta clássica de planejamento de paradas de manutenção.
- 6Em um SISTEMA SUPERVISÓRIO (SCADA), a função principal é:O supervisório é a camada de interface e histórico: coleta dados dos controladores, apresenta telas, gerencia alarmes, registra tendências e permite comandos do operador. O controle em si continua nos controladores de campo, justamente para que uma falha do supervisório não pare o processo.
- 7O uso de ferramentas CAD em projetos industriais traz como principal vantagem:O CAD entrega precisão, biblioteca de símbolos padronizados, facilidade de revisão e integração com listas geradas do próprio desenho. O que ele não substitui é o conhecimento de desenho técnico — sem entender vistas, cotas e simbologia, a ferramenta só acelera a produção de desenho errado.
- 8Em manutenção, o COMISSIONAMENTO de um sistema eletrônico de controle inclui:Comissionar é provar, com evidência registrada, que o sistema faz o que o projeto especificou: cada ponto de entrada e saída conferido, cada lógica testada, cada alarme e intertravamento simulado. O que não for testado antes da partida será testado pelo processo — geralmente na pior hora.
- 9Em uma rede ETHERNET industrial, o uso de switches gerenciados permite, entre outras coisas:O switch gerenciado permite VLANs, priorização de tráfego, redundância e espelhamento de portas para diagnóstico — recursos que separam uma rede industrial determinística de uma rede improvisada. Em automação, previsibilidade de latência costuma importar mais que largura de banda bruta.
- 10Uma boa prática de segurança ao trabalhar em painéis eletrônicos energizados é:A hierarquia é sempre a mesma: eliminar o risco desenergizando vem primeiro. Trabalho energizado é exceção, exige justificativa, autorização, procedimento específico, ferramenta isolada certificada e vestimenta compatível com a energia de arco — e nunca deve ser feito por uma pessoa sozinha.
As relações e definições que a prova cobra, num lugar só
Segundo o Anexo IV do edital, o programa desta ênfase tem sete áreas. Montamos a tabela a partir delas, reunindo o que mais se repete e o que mais causa erro por troca de conceito.
| Conceito | Relação de referência | Onde costuma cair |
|---|---|---|
| Reatância capacitiva | XC = 1 / (2πfC) — cai com a frequência | Circuitos CA |
| Reatância indutiva | XL = 2πfL — sobe com a frequência | Circuitos CA |
| Constante de tempo RC | τ = R · C; ≈63% em uma constante | Resposta no tempo |
| Impedância RLC série | Z = √(R² + (XL − XC)²) | Circuitos CA |
| Capacitores | série: como resistores em paralelo; paralelo: somam-se | Componentes |
| Amp. op. inversor | ganho = − Rf / Rin | Eletrônica analógica |
| Transistor bipolar | IC ≈ β · IB na região ativa | Eletrônica analógica |
| MOSFET | controlado por tensão de porta, corrente de entrada quase nula | Eletrônica de potência |
| SCR | desliga quando a corrente cai abaixo da corrente de manutenção | Tiristores |
| Absorção booleana | A + A·B = A | Lógica booleana |
| De Morgan | negação de (A·B) = Ā + B̄ | Lógica booleana |
| Contador de n bits | 2ⁿ estados, de 0 a 2ⁿ − 1 | Eletrônica digital |
| Transformador ideal | V₂/V₁ = N₂/N₁; a corrente varia na razão inversa | Circuitos |
| Kelvin | unidade base de temperatura termodinâmica no SI | Unidades |
| PERT/CPM | caminho crítico determina o prazo total do projeto | Planejamento |
O que fazer depois de responder tudo
Conforme o subitem 7.1.4.3 do edital, quem acerta menos de 20 das 40 questões de Conhecimentos Específicos está eliminado. Marque os blocos em que você ficou abaixo de sete acertos e volte a eles antes de avançar.
Depois, feche o ciclo com as duas matérias de Conhecimentos Gerais e com o simulado cronometrado:
- Língua Portuguesa: 50 questões comentadas — segundo o edital, são 10 questões na prova, e zerar essa matéria elimina.
- Matemática: 50 questões resolvidas passo a passo — conforme o mesmo item, também 10 questões, com a mesma regra.
- Preparatório completo da ênfase Manutenção — Eletrônica — plano de estudo, vagas por polo e ordem recomendada.
- Edital Transpetro 2026: vagas, requisitos e prazos — a leitura do edital, ênfase por ênfase.
Como apuramos
As 50 questões desta aula são autorais e foram escritas de acordo com o Anexo IV do Edital nº 03 — TRANSPETRO/PSP/TERRA/NÍVEL MÉDIO — 2026.3, área por área, no formato do subitem 7.1.1: cinco alternativas e uma única resposta correta. As unidades foram conferidas na 9ª edição do SI Brochure do Bureau International des Poids et Mesures, e os itens de segurança, no texto vigente da NR-10 publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Nenhuma questão foi escrita a partir de resumo de terceiro.
Limitações desta apuração, ditas com todas as letras: a divisão das sete áreas em cinco blocos é nossa e serve para organizar o estudo, não corresponde a proporção declarada pela banca; as normas ISA S5.1 e de barramentos de campo são documentos privados e pagos, então tratamos delas pelo conceito, sem transcrever texto protegido; a grafia “PERT/COM” do item 7.2 do edital foi tratada como referência ao PERT/CPM, técnica consagrada de caminho crítico; e não temos acesso ao conteúdo da prova. Este material ensina a matéria exigida — não prevê a questão que vai cair.
Se você encontrar erro em qualquer questão ou resolução, escreva para nós. Corrigimos e registramos a correção na própria página.
Fontes
- Fundação Cesgranrio — banca responsável, onde o edital e os gabaritos oficiais são publicados.
- SI Brochure, 9ª edição — Bureau International des Poids et Mesures.
- NR-10 — Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, texto vigente até 31/05/2027 — Ministério do Trabalho e Emprego.
- Catálogo Nacional de Cursos Técnicos — Ministério da Educação.

