O salário médio de admissão no mercado formal brasileiro foi de R$ 2.404,34 em junho de 2026, segundo o Novo Caged divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse valor é a média de quem foi contratado no mês, não o salário médio de quem já está empregado — e a diferença entre esses dois números explica boa parte da confusão que aparece em manchete de site de vagas.

O que esse número mede, exatamente?

Mede o salário de entrada. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o valor de junho representou um aumento de R$ 16,90 em relação a maio. É a remuneração declarada na admissão do vínculo celetista, antes de adicionais, de progressão e de reajuste por acordo coletivo. Quem já está na empresa há anos costuma estar acima dessa marca; quem entra agora, perto dela.

Quanto o mercado formal cresceu?

De acordo com o Novo Caged, o país abriu 921.645 postos formais no primeiro semestre de 2026, crescimento de 1,96%. Ainda conforme o Ministério do Trabalho e Emprego, o estoque total chegou a 48.032.308 vínculos, e junho isolado somou 145.161 novos postos. Serviços concentraram 571.926 vagas no semestre, enquanto o comércio ficou negativo em 3.514 postos.

O quadro do semestre

IndicadorValorPeríodo
Saldo de empregos formais921.6451º semestre de 2026
Crescimento do estoque1,96%1º semestre de 2026
Estoque total de vínculos48.032.308junho de 2026
Saldo do mês145.161junho de 2026
Salário médio de admissãoR$ 2.404,34junho de 2026

Todos os valores da tabela são do Novo Caged, conforme divulgação do Ministério do Trabalho e Emprego.

Por que a média engana quem está escolhendo curso?

Porque média nacional junta ocupações que não competem entre si. O mesmo valor agrega funções de entrada sem exigência de formação e funções técnicas com registro profissional obrigatório. Usar a média como referência para decidir uma carreira é como usar a temperatura média do Brasil para escolher roupa: o número existe, e não serve para o caso concreto.

O que olhar em vez da média

  1. Procure o piso da categoria na convenção coletiva do seu estado — é o número que rege o contrato, não a média nacional.
  2. Verifique se a ocupação tem piso definido em lei, como acontece em algumas profissões da saúde.
  3. Compare a faixa de entrada com a faixa depois de três anos, não com o teto anunciado.
  4. Considere adicionais previstos na função: insalubridade, periculosidade e turno mudam o valor final.
  5. Cheque se a vaga exige registro em conselho, porque isso restringe a concorrência e costuma mudar a faixa.

Como apuramos

Todos os números deste artigo vêm da divulgação do Novo Caged referente ao primeiro semestre e ao mês de junho de 2026, feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Limitações desta apuração: o Caged cobre apenas o emprego formal celetista — ficam de fora servidores estatutários, autônomos, pessoas jurídicas e trabalho informal. O salário de admissão também não considera benefícios, adicionais nem jornada. Na prática, usamos apenas fontes que qualquer leitor pode abrir e conferir sozinho — série oficial, texto normativo ou dado de órgão público —, e descartamos qualquer número que só existisse em citação de terceiro.

Fontes e leitura relacionada

Consultamos cada uma das fontes abaixo diretamente, em 16 de agosto de 2026, e indicamos ao longo do texto de onde saiu cada número. Nenhuma cifra deste artigo depende de citação de segunda mão: se algum dado divergir da fonte original, é a fonte original que vale, e a correção entra aqui.